Política
Publicado em 06/04/2015, às 11h09 Reprodução Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
O endividamento e a dificuldade financeira das empresas envolvidas na Operação Lava Jato ou listadas pela Petrobras em formação de cartel começam a aparecer com mais clareza nos processos de recuperação judicial que estão chegando à Justiça. Pelo menos cinco empresas já somam 15 bilhões de reais em reestruturação de dívidas.
Esse valor pode praticamente dobrar com a expectativa de que, em breve, a Schahin Óleo e Gás, com dívida de 4,5 bilhões de dólares (14 bilhões de reais, pelo câmbio de quinta-feira, dia 2), também peça recuperação judicial.
Entre os advogados de credores ou devedores, é praticamente unânime a percepção de que a lista bilionária não vai parar de aumentar tão cedo. Os processos, dizem, tendem a se alastrar para outros grupos, como estaleiros e até redes de postos de gasolina. Esse cenário pessimista se deve ao fato de que o mercado de crédito se fechou ou encareceu abruptamente para as empresas ligadas às investigações.
Até agora, entre as empresas de alguma forma envolvidas na Lava Jato, já pediram recuperação judicial as construtoras OAS, com dívida de 8 bilhões de reais, Galvão Engenharia (1,6 bilhão de reais) e Alumini Engenharia (1 bilhão de reais) e as fornecedoras de equipamentos Iesa (3,5 bilhões de reais), do grupo Inepar, e Jaraguá Equipamentos (700 milhões de reais).
O último pedido foi registrado pela Justiça paulista na semana passada pelo grupo OAS, e já figura entre as maiores recuperações do país. A via judicial deve facilitar a venda de ativos do grupo, pois tira risco de sucessão de dívidas para potenciais compradores.
Fonte: Veja / Estadão Conteúdo