O indicado para a 11ª cadeira do Supremo Tribunal Federal, professor Luiz Edson Fachin, citou o exemplo do ex-ministro Joaquim Barbosa para dizer que existe independência da Suprema Corte em relação ao partido pelo qual foi indicado. Fachin está sendo sabatinado neste momento na Comissão de Cidadania, Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A fala do advogado se deu após questionamento do senador Humberto Costa (PT-PE) sobre o fato de Fachin ter pedido votos para a campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010. "Vossa senhoria entende que há alguma complicação para julgar assuntos de interesse do governo e do PT no Supremo?", perguntou o senador.
O professor indicado ao STF disse que foi procurado, em 2010, por advogados do Estado de São Paulo para manifestar seu apoio à candidatura da petista à Presidência do Brasil e acrescentou que estava, por coincidência, na capital paulista, no dia em que foi feita uma cerimônia para apoiar a campanha de Dilma ao Palácio do Planalto, e que por isso leu o manifesto pedindo votos à petista.
"Quero salientar que não tenho nenhuma dificuldade, nenhum comprometimento caso venha a vestir eventualmente a toga do STF e apreciar causas de partidos políticos", disse Fachin, que emendou sua fala dizendo que é uma tradição dos ministros do Supremo manter a independência daqueles políticos responsáveis por sua indicação.
Fachin lembrou o caso de Barbosa, ministro que substituirá no STF caso seja aprovado pelo Senado, dizendo que o ex-ministro declarou voto no PT. Durante o julgamento do mensalão, que tinha como alvo políticos do alto escalão do PT, Barbosa votou pela condenação dos petistas acusados de participar no esquema.
Fonte: Estadão
Publicada no dia 12 de maio de 2015, às 16h
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