Política

Odebrecht aponta falhas na investigação e prejulgamento

Publicado em 14/07/2015, às 06h43      Redação Bocão News

Advogados de defesa de executivos da Odebrecht afirmam que eles estão sendo prejulgados e apontam o que dizem ser erros cometidos pelo Ministério Público Federal ao delinear as supostas relações da empreiteira com o pagamento de propina no exterior, de acordo com informações do jornal Folha.
Na noite da última segunda-feira (13), as defesas do presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, e dos executivos afastados Alexandrino de Alencar e Rogério Araújo ingressaram com manifestações contra o pedido de continuidade da prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público Federal.
"Só o fato de o MPF ter apresentado uma manifestação de reforço da prisão mostra que ela não tem fundamento e merece ser revogada. Os dados que o MPF apresenta como novos e incriminadores são, na verdade, velhos e equivocados", disse Dora Cavalcanti, defensora de Odebrecht e Alencar.
Ainda segundo o jornal, a advogada afirma que a manutenção da prisão preventiva não se justifica, porque nenhum deles tentou obstruir a investigação, ou fugir, e ambos sempre estiveram à disposição das autoridades –ou seja, nenhum dos requisitos exigidos pela lei para a manutenção da prisão preventiva teria sido atendido.
Segundo Cavalcanti, os procuradores não conseguiram demonstrar qualquer vínculo de Marcelo Odebrecht e Alexandrino com a corrupção. "Existem erros. Procuradores apresentam tabelas que não mostram nenhum vínculo entre o Alexandrino de Alencar e as contas [no exterior] que eles invocam. Somam a isso uma acusação genérica ao Marcelo [Odebrecht] que seria o responsável por tudo e por todos, ignorando o porte da Odebrecht", afirmou a advogada.
"Nem se ele tivesse o dom da onipresença e da ubiquidade", ironizou. Segundo ela, erros factuais estão relacionados às offshores Klienfeld Services Ltd e Intercorp Logistics, sediada em paraísos fiscais e apontadas como escalas do dinheiro da Odebrecht rumo às contas secretas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa na Suíça.

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