Política

Fernando Baiano e presidente da Andrade Gutierrez são indiciados na Lava Jato

Publicado em 20/07/2015, às 06h34      Redação Bocão News

A Polícia Federal indiciou o presidente da holding Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e outras oito pessoas no inquérito aberto na Operação Lava Jato para investigar a suposta participação da construtora em fraudes em contratos, desvios de recursos da Petrobras e corrupção. O prazo para encerramento do inquérito, que foi aberto em janeiro último, terminou neste domingo (19). Agora, a representação da PF será analisada pelo Ministério Público Federal, a quem caberá denunciar ou não os indiciados ao juiz Sergio Moro, responsável por abrir ou não uma eventual ação penal.O indiciamento não pressupõe culpa, mas sim que a polícia concluiu ter encontrado, ao longo da investigação, indícios suficientes de cometimento de um crime.
A PF também indiciou no mesmo inquérito Rogério Nora de Sá, Flávio Lúcio Magalhães, Antonio Pedro Campello de Souza, Paulo Roberto Dalmazzo, Elton Negrão de Azevedo Júnior, Lucélio Goes e os lobistas Mario Goes e Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano –este, apontado nas investigações como operador do PMDB na Petrobras.
O relatório parcial do inquérito, assinado pelo delegado Eduardo Mauat, concluiu que "há indícios veementes de ajuste" entre empreiteiras para obras que acabaram executadas pela Andrade Gutierrez, "o que se extrai não apenas da fala de colaboradores, mas de evidências apreendidas no curso da operação, as quais se coadunam com o que veio a ocorrer junto aos certames".
A PF citou depoimentos de investigados que passaram a colaborar com a investigação por meio de acordo de delação premiada –como o ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro Barusco– e indicam o pagamento de propina para funcionários da estatal petroleira em troca de facilidades na obtenção e manutenção de contratos.
A investigação concluiu que a Andrade Gutierrez não conseguiu apresentar "qualquer justificativa" para o pagamento de pelo menos R$ 4,9 milhões a uma empresa de consultoria do lobista Mario Goes, a Rio Marine. Segundo a PF, são "documentos genéricos de 'consultoria'" os apreendidos pela Operação Lava Jato "com o operador Mario Goes".

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