Política
Publicado em 09/08/2015, às 17h56 Gilberto Jr. // Bocão News Victor Pinto (Twitter: @victordojornal)
"Eu acho que os nossos deputados podem discutir juntos com os federais uma mudança na lei de licitação desse País. Existe uma reclamação geral em torno disso. Por exemplo: você lança uma licitação para uma empresa X, Y ou Z. Os técnicos calculam que a obra custa 100 e vai lá e entra uma com 80 para ganhar. Todo mundo sabe que ela não vai conseguir dar conta da construção com esse valor. E nós não podemos cancelar a licitação, pois depois a imprensa vai lá e diz que o governador quer cancelar uma obra que uma empresa se dispôs a fazer mais barato", explicou.
De acordo com Rui, com essa situação, após três meses de iniciadas as obras, as empresas vão embora e as paralisam. "Nós demoramos um ano para poder licitar uma obra de novo, principalmente quando tem recursos federais. Eu tenho que atualizar planilha, mandar para Ministério, para de lá chegar novas documentações e realizar o ato. Defendo que a lei de licitação mude e seja mais rigorosa para punir empresários que iniciam uma obra com preços baixos e acabam abandonando e entrando em outras construções e eu como gestor não posso fazer nada", finalizou.
A CPI - Apelidada de CPI da Wagareza, a comissão foi criada para investigar o atraso de 193 obras no estado, durante o governo Wagner. Foram necessárias 21 assinaturas e a oposição angariou 22. Os parlamentares alegam que as paralisações já consumiram R$ 2 bilhões, sendo que deste, R$ 67 milhões são apontados as construções escolares.
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