Apesar de previsível, a volta do vereador Kiki Bispo (PTN) à base do prefeito ACM Neto (DEM) chamou a atenção pela habilidade do edil em mudar tão rapidamente de opinião. Após dois anos de ‘puro love’ com o chefe soteropolitano (2013 e 2014), com quem fez tabelinha para vencer sua primeira eleição, Kiki mostrou insatisfação e disse ter
sido excluído pela gestão municipal no começo deste ano.
Em junho, veio o
primeiro sinal público da saudade. Kiki Bispo subiu no palanque do prefeito em cerimônia no bairro de Castelo Branco, um dos seus principais redutos eleitorais Ao Bocão News, disse na época: “Nunca briguei com o prefeito, sempre tive uma boa relação”.
Em entrevista nesta terça-feira (11), ao programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, Kiki Bispo disse que seu retorno foi compreendido até por vereadores de oposição, que, segundo ele, sofrem com a falta de acolhimento na gestão petista.
A saudade de Kiki Bispo e de outros vereadores petenistas do afago e dos favores da prefeitura começa a validar a tese de que o
PTN surgiu das entranhas de ACM Neto, conforme declarou o vice-líder do governo na Câmara, Léo Prates (DEM), em julho deste ano.
Apesar da debandada, Kiki Bispo continua filiado ao PTN. Seu destino partidário deve ser definido, segundo ele, depois de definições sobre a reforma política na Câmara Federal até o final deste mês. Seu retorno foi mediado pelo secretário municipal de Promoção Social, Bruno Reis, que para Bispo, “certamente é o vice-candidato do prefeito”.
Publicada às 19h do dia 11 de agosto
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