Prestes a chegar em Salvador para participar do encontro "Caminhos para o Nordeste", o senador mineiro Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, recuou na questão do possível impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à Metrópole, Aécio evitou falar veementemente como vinha argumentando contra a petista e apontou o cenário em que a presidente pode vir a perder o mandato.
"O impeachment é um instrumento que está previsto na Constituição. Mas se a presidente não conseguir fazer a economia voltar a girar nos próximos meses, aliada à crise política, ela pode correr o risco de não completar o seu mandato", afirmou o tucano.
Apesar das pedaladas fiscais, Aécio diz que isso pode não ser o bastante para a cassação do mandato da petista. "Vai caber ao Congresso Nacional avaliar o caso das pedaladas fiscais apontadas pelo Tribunal de Contas da União. Por outro lado, nós temos o TSE iniciando uma investigação de suspeita de dinheiro de propina na campanha da presidente. Se isso se comprova, é uma possibilidade. Eu não trabalho com obsessão por esse caminho. Temos um calendário eleitoral estabelecido que prevê novas eleições presidenciais em 2018. Então, eu digo sempre, é a presidente que tem que demonstrar a capacidade de fazer a economia voltar a girar", reforçou o parlamentar.
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