Política
Publicado em 12/11/2015, às 06h16 Aparecido Silva (Twitter: @CydoSylva)
A quadrilha era liderada por José Tarsílio Miranda da Silva e Gilson Teles de Queiroz, sendo Leonardo filho de José Tarsílio e irmão de Danielle Barreiros da Silva, também integrante do grupo. Segundo a denúncia, Leonardo era responsável pelo setor financeiro e técnico das empresas Promat, onde ele ficou de novembro de 2007 a dezembro de 2012 na gerência financeira, além da Lasev, Planalto, Moderna e JR Segurança. De acordo com o MPF, as empresas “foram constituídas com o escopo primordial de cometer fraudes a licitações”. “Além disso, Leonardo figurou como sócio da Moderna, representando-a perante órgãos públicos, inclusive nas licitações viciadas em que participava”, aponta a promotoria.
O inquérito ressalta que Leonardo Barreiros “era integrante ativo da associação criminosa, atuando em seu escritório no Lobato e posteriormente em Lauro de Freitas, onde permaneceu até o ano de 2012, como responsável pelo setor financeiro das empresas” já mencionadas anteriormente.
O atual diretor da CTB, empresa que administra o Metrô de Salvador, poderá responder pelos crimes de fraude e falsidade ideológica. Formado em Administração pela Visconde de Cairu e em Direito pela Facet, Barreiros chegou à CTB como assessor chefe da presidência em junho de 2013. Em julho de 2014, foi elevado ao cargo de diretor administrativo-financeiro, onde se encontra até hoje.
À reportagem, a assessoria de comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) emitiu a seguinte nota:
"Em relação às denúncias formuladas pelo Ministério Público Federal, envolvendo o Sr. Leonardo Barreiros da Silva, Assessor da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), informamos que as supostas irregularidades ocorreram anteriormente à entrada do mesmo na empresa. Ademais, a CTB acompanhará o andamento do processo para adoção de medidas cabíveis".
Publicada no dia 11 de novembro de 2015, às 13h