Política
Publicado em 09/12/2015, às 10h41 Bocão News David Mendes (Twitter: @__davidmendes)
Duas vezes prefeito de Camaçari, cidade economicamente mais importante da Bahia e com arrecadação prevista para este ano de R$ 1 bilhão, o deputado federal Luiz Caetano (PT) está em Brasília acompanhando os desdobramentos do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), mas a sua cabeça, no momento, parece estar voltada apenas para um assunto: as eleições municipais de 2016 em Camaçari. Diferente de colegas petistas como Jorge Solla, Moema Gramacho e Afonso Florence, o congressista não tem se posicionado, nem na tribuna da Câmara dos Deputados, nem à imprensa e nem nas redes sociais sobre o atual momento que o país vive. Tão pouco o petista tem saído em defesa da mandatária brasileira e do governo comandado pelo seu partido.
Caetano tem utilizado as redes sociais para promover sua futura candidatura a prefeito novamente
Desde a semana passada, com Brasília em “chamas”, o parlamentar petista usou as suas contas nos microblogs para anunciar a sua pré-candidatura a prefeito no ano que vem e para convocar os camaçarienses a debater o futuro da cidade. Em recente entrevista a uma rádio local, logo após ganhar um fôlego do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que suspendeu a tramitação do processo no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que rejeitou suas contas referentes ao exercício de 2012, o ex-prefeito mandou recado aos dirigentes do PT local e estadual: “posso ser e vou ser candidato a prefeito de Camaçari”, disse.
Caetano tenta montar agenda política voltada para 2016 (Postada em 8/12)
Atualmente, a cidade é comandada pelo seu afilhado e sucessor, o prefeito Ademar Delgado (PT). Ambos enfrentaram um processo de rompimento, mas para oposição local, as rusgas entre “criatura e criador” servem apenas com "cortina de fumaça". Para o líder do DEM na Câmara Municipal, vereador Antonio Elinaldo, que também é pré-candidato a prefeito, os petistas camaçarienses, que completarão 12 anos no poder, "forjaram" uma ruptura interna por conta dos atuais índices qualitativos da gestão Ademar, elevado ao cargo de prefeito pelas mãos de Luiz Caetano e seu grupo.