Política
Publicado em 21/03/2016, às 13h20 Gilberto Jr. / Bocão News Aparecido Silva (Twitter: @CydoSylva)
Nomeado no cargo de ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta a ira da oposição que tenta impedir o exercício da sua função. Liminares foram expedidas pela Justiça suspendendo a posse no cargo e o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as decisões por entender que o ex-presidente foi colocado no ministério para evitar ser preso pelo juiz Sérgio Moro, condutor da Operação Lava Jato, adquirindo foro privilegiado. A força-tarefa investiga a posse do sítio de Atibaia e de um apartamento tríplex no Guarujá.
Apesar de a Justiça impedir, por ora, a posse de Lula no Ministério da Casa Civil, a deputada federal baiana Alice Portugal sai em defesa do ex-presidente. "É fundamental que todos os atos ilícitos sejam punidos, mas não podemos transformar o Brasil em um país conflagrado. Você vai condenar quem você tem prova. Mas contra quem não tem prova e vai se discutir a existência da prova, supor, e a suposição já leva a condenação leva o Brasil à conflagração. Não há provas de que o ex-presidente Lula tenha se beneficiado com dinheiro necessariamente da Lava Jato para ter esse ou aquele patrimônio e assim jogam uma suposição para condená-lo publicamente e politicamente", apontou a parlamentar.
"A minha compreensão é que é preciso ter paz em primeiro lugar, não incitar a sociedade ao ódio, e ao mesmo tempo garantir que a Justiça trabalhe de maneira isenta e puna quem tem prova para punir. Quem não tem prova, não vamos perseguir. O ex-presidente Lula está sendo perseguido, não há provas contra ele", atestou.
Alice, que é pré-candidata à prefeita de Salvador pelo PCdoB, também defendeu a presidente Dilma Rousseff (PT). "Contra Dilma, não tem sequer uma justificativa para impeachment. A própria comissão não era para ser instalada. Vão tirar a presidente da cadeira por quê? Qual crime? Pedaladas? Não há provas ou acusação contra ela. Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é réu. Porque o Supremo não tira o presidente?", indagou.