Política
Publicado em 28/03/2016, às 23h12 Reprodução Victor Pinto (Twitter: @victordojornal)
Falta muito que se desenvolver em Salvador. Mas do emaranhado de ações que pode reservar ao futuro da primeira capital do Brasil, a economia será um dos pilares para compor esse futuro de 20, 30 ou até 50 anos da cidade que completa 467 anos nesta terça-feira (29). Vereadores da base de sustentação do prefeito ACM Neto acreditam nesta lógica. Defenderam a expansão comercial soteropolitana com uma nova tática de indústria e captação de recursos para poder o pólo da Região Metropolitana se solidificar.
O líder do prefeito ACM Neto (DEM) na Casa, vereador Joceval Rodrigues (PPS), o vice-líder Léo Prates (DEM) e o vereador Duda Sanches (DEM) foram ouvidos pelo Bocão News e indagados: “o que precisa de desenvolvimento para Salvador para o futuro?”. Os três seguiram na linha da arrecadação para ajudar na construção futura.
“Essa pergunta me remete a outubro de 2008 quando me perguntaram o mesmo. Eu havia respondido que o mote da cidade passa - e que tem que investir e trabalhar - pela capacidade de arrecadação. Não mudo minha opinião. Precisamos de crescimento da receita para poder injetar nos outros setores de habitação, infraestrutura, saúde, educação”, destacou Joceval. Para o presidente municipal do PPS, o prefeito, com a atual situação, faz do limão uma limonada. “ACM Neto pega a penúltima cidade em arrecadação e consegue fazer a cidade girar. Gestar essa município”, completou.
Para o líder, prefeito que conseguir aumentar a arrecadação da cidade por algum pólo, seja turístico, de serviço ou até uma nova modalidade, conseguirá construir melhor o futuro da cidade.
Desenvolver outros novos vetores do crescimento. Esse foi o principal tópico defendido por Prates. “Temos o vetor da Paralela e precisamos criar outro. Vejo que a região de Cajazeiras e Águas Claras como esse segundo vetor. Temos a possibilidade de integração viária, metrô e uma rodoviária, por exemplo, que depende de prefeitura e governo”, disse. “Você precisa também constituir uma nova indústria e não ficar só nos serviços”, completou.
Duda aponta para o empreendedorismo. “Tem que ser a cidade com fomentação do empreendedorismo. Ouvimos muito dizer que nada que se empreende dá certo e isso pode mudar no setor de negócios. Mesmo com toda auto-estima dada pela atual gestão, inclusive a imagem da cidade para fora, passamos por essa dificuldade. Então tem que ser pensada nesse segmento para trazer novos negócios”, disse.
OUTRAS SAÍDAS - Duda acredita que um dos entraves a progressão da cidade é a falta de ordenamento desenfreado. “Por isso a construção de Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano são importantes para garantir o futuro soteropolitano. Acho que falta um controle mais rigoroso para ajudar a arruma esse setor”, opinou.
Leo Prates foi mais além. Afirmou que a reparação social, principalmente da classe pobre e negra, é fundamental para as futuras conjunturas, independente quem seja o chefe do poder Executivo. O democrata crê que a Educação é o caminho. “Foi desenvolvido muito pelo atual gestor, mas temos que pensar na ressocialização a longo prazo. O caminho educacional é uma esfera. Fazer as cotas para negros em concursos públicos e ajudar a devolver a esse povo aquilo que eles ajudaram a construir, é fundamental”, ressaltou.
Os três também foram unânimes em um quesito que trouxeram como conquista: o resgate a auto-estima da cidade. “Temos uma capital turística. O prefeito, o gestor, soube devolver a cidade a sua auto-estima e isso é um dos presentes que podemos destacar”, exemplificou Joceval.