Política
Publicado em 17/04/2016, às 08h32 Nilson Bastian/Câmara dos Deputados Aparecido Silva (Twitter: @CydoSylva)
Ao defender o governo petista, a comunista atacou a oposição. "A crise não é Dilma. A crise não é nacional. Mas navegando e surfando na onda da crise, de maneira oportunista e mesquinha, forma-se um consórcio oposicionista dos derrotados das quatro eleições e da mídia corporativa, que mente, que omite", discursou. "Nós temos a clareza de que não há ilegalidade no que costumam chamar de pedaladas fiscais. Na verdade, é um artifício econômico de composição de contas, de atraso de pagamentos, assentado e aquiescido por este Parlamento. E, efetivamente, diante dessa aquiescência do Parlamento, não há crime de responsabilidade", defendeu.
Ao se dirigir a Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara Federal, Alice Portugal lembrou o histórico conturbado do parlamentar aliado do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). "É um político profissional, que neste momento tem uma delação premiada, em que supostamente recebeu 22 depósitos, somando 4 milhões e 680 mil dólares da empresa Carioca Engenharia, que também informou sobre outras vultosas quantias referentes a propinas do Porto Maravilhas, dentre outras traquinagens do atual presidente da Câmara. É este o deputado que instrui o processo contra a presidente Dilma Rousseff, que nem sequer tem um processo contra si. É uma mulher de matriz absolutamente idônea, alguém sobre a qual nada se tem a dizer, que não tem patrimônio acumulado, não tem contas na Suíça, e nada deve moralmente a ninguém", argumentou.
Publicada originalmente às 18h do dia 16 de abril