Política
Publicado em 16/04/2016, às 17h13 Luiz Fernando Lima - Direto de Brasília
A oposição na Câmara Federal acionou a Polícia Federal no final da tarde desse sábado (16) para denunciar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) por abuso da máquina pública ao conceder benefícios e nomear indicados de aliados em cargos no intuito de garantir votos contra o processo de impeachment que deve ser votado nesse domingo (17), no plenário da Casa.
A notícia-crime impetrada contra o governo foi elaborada pelo líder do DEM, Pauderney Avelino; o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (foto acima); Jovair Arantes, líder do PTB; Rubens Bueno, líder do PPS; e André Luís Dantas Ferreira, liderança do PSC. Os alvos da ação são a presidente Dilma, o ex-presidente Lula, atualmente hospedado no Hotel Tulip, na capital federal; a ministra interina da Casa Civil, a baiana Eva Chiavon; o ministro da Justiça, Eugênio Aragão; Aloízio Mercadante, ministro da Educação; Jaques Wagner, ministro-chefe de Gabinete da Presidência da República; Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União; Luiz Navarro, ministro-chefe da Controladoria-Geral da União; Ricardo Vieira Coutinho, governador da Paraíba; Waldez da Silva, governador do Amapá; Camilo Santana, governador do Ceará; e José Wellington Barroso de Araújo, governador do estado do Piauí.
"A ação deletéria, criminosa e antirrepublicana da requerida presidente da República Dilma Vana Rousseff ao utilizar-se das suas prerrogativas constitucionais para a edição de atos com visível desvio de finalidade, em agressão direta aos princípios constitucionais que devem reger a administração pública, inscritos no artigo 37 da Constituição Federal, incorrendo também na prática de delitos previstos na legislação penal e correlata, constitui-se no mais grave episódio de corrupção que se tem conhecimento na história do Brasil, envolvendo a ação direta da
mais alta autoridade da República, em uma prática corrupta e corruptora sem nenhum precedente ou similar no âmbito das nações democráticas em qualquer tempo", afirma o documento enviado pela oposição à PF.
da República, mesmo estando em pleno vigor decisão judicial que suspendeu seu ato de nomeação. "Notadamente, as informações que chegam ao conhecimento dos requerentes, e que vem sendo ampla e insistentemente divulgadas por diferentes veículos de comunicação, dão conta da prática de inúmeros e graves delitos, tendo como partícipes, em diferentes graus comprometimento com as práticas criminosas, a serem apurados, agentes políticos no exercício de funções públicas", exemplifica o texto.
"Neste exato momento se encontram em pleno andamento, consubstanciadas em um vergonhoso processo de cooptação de parlamentares por meio do oferecimento de vantagens indevidas das mais diversas, encontra-se a nomeação de centenas de cargos de confiança nos diferentes órgãos da administração pública federal, em atos assinados pela requerida presidente da República e os requeridos ministros de Estado, como pode ser comprovado por uma extemporânea e despropositada edição extraordinária do D.O.U. [Diário Oficial da União], tendo como único objetivo nomear ocupantes para cargos negociados em troca de votos", denunciou o grupo.