Política
Publicado em 27/04/2016, às 20h07 Arquivo / Bocão News Victor Pinto (Twitter: @victordojornal)
Apesar de uma postura liberal, defensora da livre iniciativa privada, inclusive uma das bandeiras do DEM, vereadores do partido, com um discurso unificado com o prefeito ACM Neto (DEM), votaram a favor do projeto de lei do vereador Alfredo Mangueira (PMDB) que "dispõe sobre a proibição de veículos particulares cadastrados em aplicativos fixos ou móveis para o transporte remunerado individual de pessoas", ou seja, contra o Uber.
A justificativa do vereador Claudio Tinoco versa pela ilegalidade do serviço, pois não existe regulamentação. "Não justifica uma empresa internacional chegar aqui e não pagar nada a cidade. Uma posição clara. Eu gostaria que o governo federal pudesse ter uma posição única para servir para estados e municípios. Precisa de uma posição. Decisão correta do governo municipal e mostra que Salvador tem comando. Toda a minha formação liberal não está distante de achar que o estado pode ser regulador", disse Tinoco.
O vereador Leo Prates (DEM) afirmou que foi coerente com a posição do partido. "Eu, como líder, não poderia me posicionar diferente de toda a bancada que resolveu ser favorável ao projeto. Não sou contra ninguém, sou a favor dos taxistas. Estou acompanhando a decisão do partido e que é explícita pelo prefeito ACM Neto”, declarou.
OPOSIÇÃO
O vereador Everaldo Augusto (PCdoB) acredita que se o problema dos táxis de Salvador fosse resolvido, os pretensos motoristas do Uber buscariam se adequar como taxistas. “O serviço de taxis na cidade de Salvador pode oferecer um serviço igual ou melhor do que o Uber oferece e foi nessa razão principal que votei a favor. A discussão do Uber está fora de época. Primeiro temos que resolver os graves problemas como máfias de alvarás, impostos exorbitantes da prefeitura... então falta muita coisa a ser debatida. Depois disso podemos fazer o debate de qualquer outra inovação”, disse.
A líder da oposição, vereador Aladilce Souza (PCdoB) seguiu o mesmo raciocínio de Everaldo. Para ela tem muita a ser discutido sobre o assunto e o que ser melhorado nos táxis. “Eu acho que temos que ter um diálogo de todos os modais de trânsito. Nós também não podemos deixar os mais de oito mil taxistas desamparados, visto a quantidade de exigências que lhes são impostas”, justificou.