Política

Impeachment suspenso: houve muitas irregularidades, ressalta líder do PT

Publicado em 09/05/2016, às 12h48   Gilberto Júnior // Bocão News   Aparecido Silva (Twitter: @CydoSylva)

Após o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), ter decidido pela suspensão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), aliados da petista comemoram o obstáculo no meio do caminho do impedimento que estava prestes a ser aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (11). Em conversa com o Bocão News, o líder do PT na Câmara, o baiano Afonso Florence disse torcer para que o Senado suspenda também a tramitação do processo.

"A Advocacia Geral da União recorreu porque entendeu que vários procedimentos feitos por Eduardo Cunha eram ilegais. Nós consideramos que a aprovação da admissibilidade foi ilegal e pedimos a suspensão. O deputado Waldir Maranhão deu provimento a dois requerimentos apresentados pela AGU. O certo é que houve muitas ilegalidades,Cunha acatou um processo de impeachment sem crime de responsabilidade em um ato de retaliação porque o PT não o apoiou no Conselho de Ética", lembrou Florence.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Em nota divulgada à imprensa logo após a decisão de suspender o processo, Maranhão disse que a petição da AGU ainda não havia sido analisada pela Casa e que, ao tomar conhecimento dela, resolveu acolher. Na decisão, ele argumenta “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”. Segundo ele, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado fechamento de questão, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda. “Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”, explicou o presidente interino.
O deputado ainda explicou que os deputados não poderiam ter anunciado suas posições antes da sessão da Câmara que decidiu dar continuidade ao processo de afastamento da presidente Dilma. Ele também afirma que a defesa de Dilma deveria ter tido o direito de falar durante a votação do impeachment. “Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da senhora Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo”, afirma.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsafonso florencelider do ptimpeachment suspenso