Convidado do apresentador Zé Eduardo no programa Se Liga Bocão da rádio Itapoan FM, o deputado Antônio Imbassahy (PSDB) disse ter sido surpreendido pelas informações da coluna de Cláudio Humberto dando conta da compra, pelo governador Jaques Wagner, de um apartamento de luxo no sofisticado Corredor da Vitória, ao custo de R$ 1,45 milhão. Segundo Imbassahy, a princípio essa é um negócio normal. No entanto, o deputado disse que o que teria causado a agitação foi o fato de o governador ter dito que o imóvel teria sido adquirdo com recursos da venda do seu antigo apartamento, em São Lázaro, negociado por R$ 900 mil, mas declado no seu imposto de renda com o valor de R$ 150 mil.
Para o deputado federal, vice-líder dos tucanos, essas coisas precisam ser bem esclarecidas. Imbasshy lembra que no caso Palocci, acusado de ter adquirido um aprtamento em São Paulo no valor de R$ 6 milhões, o próprio governador se posicionou favorável ao esclarecimento das denúncias e da fonte de recursos. "Essas coisas precisam ficar bem claras para que não pairem dúvidas. Wagner disse que era fundamental que Palocci dissesse a origem dos recursos de Palocci. Agora é a hora de ele dar suas explicações". O deputado elogiou o fato de o governador ter se antecipado em explicar a origem dos recursos para a compra do seu imóvel.
Mas o que o tucano queria mesmo era a oportunidade de criticar a MP que flexibilizou as licitações das obras para a Copa do Mundo 2014 e das Olímpíadas em 2016, aprovada quarta-feira (15) na Câmara Federal. Para ele, a MP fragiliza a fiscalização e estimula a corrupçãoi ao impor o sigilo no valor dos orçamentos das obras "por conta de interesses nacionais".
Ele lembrou que o procurador Federal já se mostrou contrário à MP, considerando a proposta absurda. Segundo Imbassahy, a MP é um cheque em branco, já que permite que se faça aditivos ilimitados à obr, não obriga a apresentação de projeto. O parlamentar ressaltou a declaração do apresentador Bóris Casoy sobre o assunto. "É entregar a chave do cofre a ladrões", teria afirmado de forma veemente o apresentador.
O deputado acredita que, diante da reação da sociedade, que já é grande, o governo vai recuar. Explicou que a votação foi apenas do texto básico e que ainda faltam os destaque (retirada ou inclusão de pontos). "Minha esperança é que o governo vá recuar", acentuou Imbassahy, apontado os baianos ACM Neto (DEM), Félix Mendonça Júnior (PDT) e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) como aquele que seguramente votaram contra a proposta.
Elogiado por ouvintes, Imbassahy avaliou o preparo de Salvador para a Copa do Mundo. Disse que vê Salvador com tristeza. Conforme explicou, é quase inevitável deixar falar da cidade quando se já se foi gestou. Citou problema como a população de rua totalmente desasistida, saúde que não funciona, a limpeza pública deficiente. "Trânsitar na cidade é impraticável. Salvador perdeu posição para outras cidades do nordeste".
Imabassahy negou que esteja articulando sua candidatura numa composição com o presidente do Bahia Marcelo Guimarães (PMDB). Explicou que a oposição (DEM, PMDB, PR, PPS) está conversando com o proposito de formular uma proposta que permita apresentar projetos para a cidade e ganhar a confiança da população. "A indicação do candidato será discutida mais adiante".
Cutucado por um ouvinte que criticou sua administração, Imbassahy falou dos avanços de Salvador durante sua gestão, pontuando as escadarias, os títulos de posse, postos de saúde. Sobre o episódio da Revilta do Buzu, considerou a avaliação do ouvinte equivocada já que foi o motivo do seu rompimento com o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, que defendia a repressão contra os estudantes.
Sobre o metrô, Imbassahy se defendeu afirmando que foi feita uma pesquisa de origem/destino que identicou o trecho entre Pirajá e a Estação da Lapa como os prioritários, trecho de 12 km, transportaeia mais de 250 mil pessoa/dia e desafogaria o trânsito com a retirada de mais de 100 ônibus de circulação.
O segundo trecho atenderia Pirajá-Pau da Lima-Cajazeira, uma das regiões mais populasas de Salvador. As obras teriam ficado engasgadas devido à falta de recursos no final do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e início da gestão do ex-presidente Lula que, em dois anos, não liberou recursos para a obra, além de ter imposto a sua redução à metade. "Esse foi um grave erro. Tomou-se decisão de cortar o metrô pela metade. O governo Lula impôs e o prefeito João Henrique aceitou sem reclamar. A obra perdeu seu sentido ao chegar apenas à Rótula do Abacaxi, que é uma parada de ônibus, não uma Estação de Transbordo. Se previa transportar 250, com o corte o volume de passageiros não ultrapassa 40 mil usuários", disse, arematando não acreditar que o metrô seja concluído até a Copa do Mundo.
Questionado sobre a segurança, o deputado Antonio Imbassahy, disse que é favorável a PEC 300 (trata da equiparação do nível salarial das polícias de todo o país). Imabassahy sugere a política do escalonamento para recuperação dos ganhos salariais dos policiais, permitindo que estado mais pobres absrover paulatinamente os custos. "Vai ter que ser votada, mas é preciso mobilização dos policiais. Meu voto é a favor, e é um voto responsável, não populaista, pois precisamos viabilizar a equiparação"
Ao ser cutucado por Zé Eduardo sobre a relação de João Henrique (PP) com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), Imbassahy saiu pela tangente dizendo desconhecer os atritos e até ameaças. "O que sei que circula na prefeitura, mas precisa ser apurada com cuidado, é a informação de que vereadores estariam sendo estimulados a apresentar emendas de interesse de segmentos empresariais. A suspeita é que a proposta a ser apresentada pretende atender apenas aos interesses empresariais", desconversou Imbassahy.
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