Política

Esquema descrito por Machado desmonta sua delação, dizem acusados

Publicado em 16/06/2016, às 12h57      Folhapress

O advogado dos peemedebistas Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR) e José Sarney (AP), Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou nesta quinta-feira (16) que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado "criou uma hipótese que ninguém pode acreditar" e que "desmonta" sua delação premiada ao dizer que usava codinomes na entrega de propina e que nem os empresários nem os políticos sabiam as partes envolvidas. 
Segundo Machado, ele cobrava propina aos empresários sem revelar quem seria o político beneficiário, e não dizia ao político de qual empresa viria o dinheiro. "Nenhuma das partes (empresas e políticos) sabia quem era quem, a não ser no caso das doações oficiais", disse Sérgio Machado. 
O delator disse ainda que inventava, nas conversas com os empresários, codinomes do intermediário do político que receberia, consistindo sempre em nomes próprios. Para Kakay, essas afirmações "desmontam toda a delação". O advogado diz ser impossível crer que os empresários pagariam propina sem querer saber a qual político se destinaria. "Ele criou uma hipótese que ninguém pode acreditar", disse. 
Na avaliação de Kakay, isso mostra que Machado "roubou para ele mesmo durante todos esses anos e agora quis entregar pessoas notórias para obter a delação". O advogado afirma que irá atacar esse ponto perante o Supremo Tribunal Federal, na defesa dos clientes. 
Em sua delação, Machado diz que as entregas eram feitas por um funcionário de seu filho, chamado Felipe Parente, e que os políticos eram avisados da data e local da entrega para providenciarem o recebimento. Machado cita os nomes de alguns intermediários dos peemedebistas que receberiam o dinheiro.

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