Política
Publicado em 16/06/2016, às 18h57 Agência Senado Folhapress
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avaliou nesta quinta-feira (16) que as acusações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado contra o presidente interino Michel Temer não terão poder para desgastar a sua governabilidade no Congresso. Para Renan, a delação de Machado não apresenta provas e nem indícios que podem prejudicar Temer.
Na delação, Machado diz que Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita (hoje no PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012, pelo PMDB.
Em um gesto de aproximação a Temer, de quem mantinha um certo distanciamento político antes do processo de impeachment começar, Renan disse que o governo Temer "é o que está posto para o Brasil" e é preciso criar uma agenda que ajude na estabilização da economia.
O peemedebista contou que propôs ao presidente interino um projeto para que o Legislativo e o Judiciário façam um inventário de todas as obras públicas inacabadas no país para que o problema seja resolvido. "Vocês não tem ideia do que significa esse cemitério de obras inacabadas. Foram recursos públicos que foram colocados ali e por diferentes motivos essas obras foram abandonadas", disse.
Renan voltou a criticar o apoio do governo ao conjunto de propostas que reajuste salários de diversas categorias do funcionalismo público, o que pode gerar um impacto de R$ 70 bilhões aos cofres públicos. Renan também cobrou novamente a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no Senado para explicar quais são as prioridades do governo.
"É preciso engajar o Meirelles nessas conversas, a participação dele é fundamental", disse. Segundo Renan, o ministro deve ser chamado para um jantar na Residência Oficial do Senado na próxima semana.