Política

No Senado, aprovação depende de cargos

Dilma garante cadeiras e PMDB retira as criticas a projeto  |  

Publicado em 23/06/2011, às 11h37      Redação Bocão News

Depois de bater o pé e afirmar que o sigilo nas licitações de obras da Copa do Mundo de 2014 seria contestado, os senadores do PMDB mudaram o tom. Na última quarta-feira (22), Valdir Raupp (RO) afirmou que não existe sigilo e que o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) tem o objetivo de evitar possíveis conspirações entre as empresas participantes das licitações.

De acordo com reportagem publicada no Estadão, o partido (PMDB) mudou de postura política após o movimento ordenado pela presidente Dilma Rousseff para que os peemedebistas fossem procurados para discutir a proposta.

As recém nomeadas ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o chefe da pasta dos Esportes, Orlando Civil, foram convocados a uma reunião emergencial com a presidente. Na oportunidade, Dilma deixou claro que a prioridade é aprovar o texto.

O presidente do Congresso Nacional, José Sarney foi outro que mudou o discurso. Segundo declarações publicadas no Estadão, o senador disse que se confundiu ao responder a jornalista e sinalizou que pode rever a posição do partido e aprovar, sem maiores complicações, o RDC.

Sem maiores complicações porque, ao que parece, toda e qualquer pressão do PMDB e de outros partidos aliados com menor representatividade no Congresso, tem o objetivo de garantir um cargo ali e outro acolá.

Tanto é assim que o Palácio mandou o recado de que fará esforços para atender aos pedidos de nomeações dos peemedebistas para pelo menos 48 cargos. Este teria sido um dos pontos discutidos por Ideli e Sarney durante um jantar na terça-feira.

Lá em Brasília, como aqui na Bahia, bancada se direciona com benesses pontuais.

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