Política
Publicado em 21/11/2016, às 21h00 Reprodução Victor Pinto
Fontes ouvidas chamam atenção de que a bancada não digeriu o xeque mate dado por Paulo na composição da mesa diretora, quando articulou a não eleição de membros do PT e PCdoB para os cargos deliberativos da administração e tramitação política da Casa. Ponto para Prates, também visto pelos edis como melhor “negociador”.
Porém, nem tudo são flores. Prates é a personificação da Neto na Câmara e muitos têm a leitura de que votar no demista é o mesmo que votar, abertamente no chefe do Palácio Thomé de Souza. Câmara leva vantagem nesse aspecto, apesar de ser tucano e apadrinhado do deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB).
Prates também pode colher resistências por se articular junto a Rui Costa (PT) na busca de apoio, conforme noticiado pelo Bocão News na última sexta-feira (18), tendo Trindade (PSL) como principal interlocutor. O próprio edil não comenta o caso. O ciúme imperou entre os petistas e comunistas mais próximos ao governo.
O bloco da oposição não tem votos para eleger um candidato próprio, mas tem força para ajudar a eleger um.
Vale ressaltar que o tucano tenta correr atrás do prejuízo e das mágoas opositoras e ainda está com a cadeira do presidente, o que faz dela um instrumento forte de negociação por espaços.
Internamente há uma confusão entre os próprios membros. O caso da falta de sincronia das declarações de Toinho (PTN) e Carlos Muniz (PTN) é prova disso. O primeiro diz que o partido fechou com Câmara e Muniz, à rádio Metrópole, negou qualquer questão fechada pela legenda.