Política
Publicado em 20/04/2017, às 09h14 Reprodução Luiz Fernando Lima e Eliezer Santos direto de Brasília
“No quadro de crise é fundamental reafirmar direito universal à saúde, que é denominada pelo conjunto de condições de vida, acesso a emprego, previdência…Nunca estivemos tão perto do fim do SUS. A reforma trabalhista vem aí para ceifar direitos dos trabalhadores e é a possibilidade de vermos o fim do SUS”, afirmou, durante entrevista exclusiva ao Bocão News na cerimônia de abertura na 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde (CNLCS), em Brasília, nesta terça-feira (18).
“Nós vivemos agora um desmonte do estado democrático de direito. Está aí o exemplo das reformas trabalhistas e há várias pistas de que vamos enfrentar nos próximos anos ou nos próximos meses, talvez nas próximas semanas, estratégias cada vez mais importantes de desmonte do SUS enquanto uma política pública. O novo regime fiscal aprovado pelo Congresso que congela os gastos públicos por 20 anos já dá uma mostra disso”, argumentou.
E continuou: “as discussões que o ministro vem conduzindo de planos acessíveis, planos populares com a desculpa de que vai tirar um pedaço das pessoas do SUS, mas nós sabemos que isso quebra a ideia de universalidade, um sistema de qualidade para todos os brasileiros. Você tem o desmonte da Farmácia Popular. É lamentável, porque a gente já podia estar numa pauta diferente, mas me parece que mais do que nunca é hora da disputar novamente a saúde como um direito para todos”.
Presente no evento, o ministro da Saúde em exercício, Francisco de Assis Figueiredo, tratou de amenizar os ataques do petista e garantiu a continuidade do serviço. “Estou acreditando que podemos fazer mais pelo usuário. Vou defender o SUS”, afirmou, seguido de coletivo grito de ‘Fora Temer’ orquestrado pela plateia.
“São medidas do interesse do capital, dos empresários, do sistema financeiro, não pensa na maioria da população. Qual é a medida concreta ele [Michel Temer] fez para melhorar a vida do povo brasileiro após um ano de governo – ilegítimo, mas já está há um ano. Não recuperou o emprego, afundou nossa economia mais ainda e do ponto de vista social a gente não vê nenhuma melhora, só precarização. Só está ganhando o andar de cima nessa história […] São direitos que ganhamos no papel, e sequer podemos usufruir na prática. Em vez de lutar para usufruí-lo, lutamos agora para manter e não perder o que está na lei. É um paradoxo”, finalizou Arthur Chioro.
Publicada no dia 19 de abril de 2017, às 20h