O prefeito João Henrique e outros dois funcionários da prefeitura de Salvador terão que se defender pela concessão de mais de 50 autorizações para reforma de barracas de praia sem as respectivas licenças dos órgãos ambientais. Quem os responsabilizou foi o Ministério Público Federal (MPF).
O advogado de João, Fabrício Bastos, está de viagem marcada a Brasília para ainda esta semana. O objetivo é tratar da ação em curso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e antecipar a defesa do seu cliente. De acordo com o advogado, “tudo não passa de um equívoco, já que nem mesmo o objeto da ação, que eram as barracas de praia, existem mais”.
O advogado do prefeito esclarece ao A Tarde que todo o imbróglio envolvendo as barracas de praia e a orla da cidade teve início a partir de uma denúncia anônima ao MPF, em 2005, de um morador da Pituba se queixando de entulhos de uma obra que, segundo Bastos, era de responsabilidade da Conder, órgão estadual, num trecho entre a Pituba e a Amaralina. Segundo ele, isso ocorreu no meio tempo em que houve o embargo das barracas.
O secretário de Comunicação da Prefeitura de Salvador, Diogo Tavares, lembrou que João Henrique não poderia ser responsabilizado nesta ação, “por conta do decreto delegação de competência, no qual cada gestor é responsável por sua pasta”. O secretário disse também que a prefeitura realizou a recuperação ambiental da orla de Salvador, com a retirada dos entulhos das barracas, a remoção das fossas sanitárias e a recuperação de mais de 30 km de talude.
Informações do A Tarde
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