Política

Geddel ironiza ponte Itaparica-Salvador

O ex-ministro foi entrevistado por Zé Eduardo na Web Tv do Bocão News  |  

Publicado em 05/08/2011, às 13h53      Milene Rios

O Bocão News com menos de um ano no ar, já tem atingido grande marca de acessos, se consolidando como uma das principais fontes de informações locais e nacionais. O site aposta agora em numa nova proposta, a WebTv Bocão News que traz uma programação momentânea de informações sobre política, polícia, esporte, entretenimento e entrevistas com grandes personalidades sobre os diversos assuntos.

Nesta sexta-feira (5) o apresentador Zé Eduardo entrevistou Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Integração Nacional e agora vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal. Além disso, nome com grande influência na política na Bahia. O bate papo rolou descontraído no estúdio da WebTV e na oportunidade conversaram sobre os diversos fatos que envolvem, ou não, o político.

Ponte Salvador - Itaparica

O ex-ministro listou algumas obras de outros políticos que já governaram a Bahia. "E Wagner fez o que? Tudo que ele tem é do governo federal, é projeto do governo federal". Quando o apresentador questiona o projeto da ponte Salvador-Itaparica, o político rebate: “Vamos falar sério Zé? Continua falando de outras coisas. Isso aí eu nem vou responder. Responder o que?"

Mário Kertész

Sobre a candidatura do Mário Kertész à prefeitura de Salvador, Geddel destacou que tem grande interesse do radialista no PMDB. “Desejo muito ele no PMDB, ter Mário no Partido e disputando”, quando questionado se a candidatura do ex-prefeito não seria “pressão”, defendeu: “Ele é um homem responsável, sólido e concreto".

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Segurança Pública

Para Geddel, é um problema que tem solução. "É só botar a polícia na rua, ter autoridade, qualificar o policial e distribuir melhor os carros, tem saída pra fazer.. pra melhorar este problema".

Wagner

Quando o assunto é o governador Jaques Wagner, Geddel deixa claro que o problema é meramente político, perguntado por Zé Eduardor sobre uma possível reconciliação e porque Geddel “bate” tanto no governador ela trata de explicar que não há restrições pessoais, pelo menos da sua parte, e as críticas são apenas dentro das condições políticas. “Minha cobrança é com relação ao gerenciamento do Estado. Eu bato na administração, mas restrições de ordem pessoal, eu não tenho. E vou continuar criticando se tiver errado mesmo. O que tiver de falar eu falo. Por exemplo, o governador gasta muito com propaganda, o que pode ser importante, mas não é estruturante”. No final, destaca: eu não perdi a eleição para Wagner, eu perdi pra Lula, mas me orgulho muito da minha votação. Mesmo os que não gostam de mim ou na têm simpatia, viram que minhas propostas foram claras e bem sucedidas”.

João Henrique

O "amor" que existia entre o ex-minstro e o prefeito João Henrique, que acabou se espalhando antes das eleições de 2010, Geddel garante: “Não foi mágoa, não tenho magoas de João Henrique, tenho frustração. Aliás, mágoa faz mal ao fígado, ao espírito, então eu fiquei frustrado. Uma pessoa que eu fui babá, coloquei no meu gabinete e ajudava a resolver os problemas, e depois me diz que o afastamento foi por causa das alianças com o governo, esse argumento pra mim não cola. É preciso dizer a verdade dos fatos. Depois que eu saí, alguém viu mais um outro projeto além dos meus? Não, tudo ali é meu.. Lucaia, Imbuí, Vasco da Gama, Canela, são obras minhas. E percebo que depois que ele se afastou do PMDB o padrão da administração caiu, e não sou eu que quem digo.. é você, todo mundo! “Salvador tem jeito, tem dinheiro, tem recurso, o que falta é gestão”

João Leão

“João Leão é João Leão e Geddel é Geddel, meu estilo é outro, não tenho amor, nem ódio, ele segue o caminho dele, eu o meu. “Deixa ele chamar todo mundo de bonito lá dentro”. "Agora, eu não anunciava, eu não fazia factóide, eu não prometia. Quando as pessoas não esperavam, as coisas não aconteciam".

Aliança PMDB e DEM

“ O meu embate era com ACM, o que não significa que as pessoas herdeiras de ACM, herdem as desavenças dele. O governo tem dado exemplo de pessoas que estão convivendo e que eram extremante "carlistas", se Wagner do PT pode fazer aliança, como Otton Alencar, porque eu não? Eles mesmos misturam tudo,  Eu, estou conversando com ACM Neto. Falo sim, converso, falo... Se é pra fazer eu faço logo com o carlista original e não com o genérico".


Fotos: Gilberto Júnior / Bocão news

Classificação Indicativa: Livre


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