Política
Publicado em 07/06/2017, às 12h16 Roberto Jayme/Ascom/TSE Luiz Fernando Lima - Direto de Brasília
Em mais uma intervenção durante a apresentação do voto do relator da ação contra a chapa Dilma e Temer, Herman Benjamin, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes defendeu, em um discurso político, o Estado Mínimo.
Gilmar Mendes comentou ainda o financiamento das estatais a projetos de Poder, além prática de pagamentos de propinas em troca de matérias aprovadas no Congresso ou medidas provisórias. “Aprova-se uma medida provisório e ganha-se um crédito. Inventou-se alguma coisa que não tem nome ainda. Não é Capitalismo de Estado e não é Capitalismo normal. Mas tudo Indica que tem que ter menor presença do Estado. Menor Ingerência”.
Trouxe ainda os escândalos do BNDES que, segundo ele, passa pelo fenômeno do compadrio. “A rigor esta é uma novidade. Tudo indica que um mastodonte (o Estado brasileiro) foi apropriado por uma classe política defeituosa o que leva a distorção”
O presidente do TSE ainda afirmou que a corte eleitoral foi uma espécie de “profetas do bem” porque acertaram ao se posicionarem contra o financiamento empresarial. Luiz Fux lembrou Mendes que no voto dato à época “acertou no que viu”.
Um debate sobre o financiamento das últimas eleições municipais e as possíveis distorções que aconteceram durante este processo eleitoral foi travado entre Mendes e Fux. Por enquanto, a ação contra a chapa Dilma e Temer continua na fase das preliminares.
Quando a palavra voltou ao relator, Benjamin ironizou Mendes: "estava aqui encantado com este debate proposto por vossa excelência, mas não está, não consta no meu voto e ao interromper a leitura o senhor acabou sendo indelicado consigo mesmo já que eu estava lendo o seu voto (quando da admissibilidade da ação contra Dilma e Temer). Portanto, deve pedir desculpas a si próprio".
Gilmar respondeu de pronto: "eu me desculpo".