Política

Presidentes da Câmara e da OAB discutem sobre impeachment de Temer

Publicado em 17/06/2017, às 19h26   Reprodução   Folhapress

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, trocaram críticas neste sábado (17) pela demora de Maia na apreciação dos pedidos de impeachment do presidente Michel Temer.

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Desde meados de maio, pelo menos 14 pedidos de impeachment aguardam análise da Câmara. O da OAB foi protocolado em 25 de maio.

"Assim como no ano passado, quando a OAB pediu o impeachment de Dilma Rousseff, estão presentes, mais uma vez, os elementos que configuram crime de responsabilidade [de Temer]."
Para o presidente da OAB, o presidente Temer já confirmou a conversa com o empresário Joesley Batista, dono da J&F, em que foram narrados diversos ilícitos.

"Nada ter feito após receber essas informações é crime de responsabilidade e, segundo a Constituição, deve ser punido com impeachment", disse Lamachia.

Ele criticou Rodrigo Maia pela demora. "A Câmara dos Deputados não pode continuar agindo com cinismo. O presidente da Câmara deve satisfação à população e, por isso, precisa pautar com urgência a análise dos pedidos [de impeachment]."

Maia respondeu às críticas em mensagem enviada à reportagem. "Não me cabe comentar as resoluções do Conselho Federal da OAB. Não sou comentarista de agenda de advogados. Como também não creio que caiba ao presidente da OAB comentar ritos e procedimentos do processo legislativo."

Lamachia rebateu afirmando que Maia não conhece a Constituição, algo fundamental para que exerça o cargo que ocupa.

"Uma das incumbências [do cargo] é apreciar o pedido de impeachment, algo que ele tem se recusado a fazer", disse o presidente da OAB. "Não é função do presidente da Câmara atuar como muralha de proteção a aliados políticos investigados."

O presidente Temer é alvo de uma investigação e pode ser denunciado nos próximos dias pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostos crimes cometidos e relatados por Joesley Batista, que fechou acordo de delação premiada e leniência com Ministério Público Federal.

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