Política
Publicado em 20/06/2017, às 18h21 Reprodução // Google Folhapress
O dinheiro, segundo Funaro, foi destinado "principalmente" à "campanha para Presidência da República no ano de 2014" e à campanha do ex-deputado federal Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo em 2012. Segundo Funaro, ambas as operações "foram por orientação/pedido do presidente Michel Temer". Segundo Funaro, as duas empresas beneficiadas foram a BrVias e a LLX.
Funaro também afirmou ter ouvido do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que havia "conhecimento do presidente Michel Temer a respeito da propina sobre o contrato das plataformas entre a Petrobras Internacional e o grupo Odebrecht".
"Essa informação lhe foi repassada por Cunha", disse Funaro.
MOREIRA FRANCO
Funaro, que está preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, e prestou depoimento na direção-geral da PF, afirmou ainda que pagou uma "comissão" ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência e um dos principais aliados do presidente Michel Temer, Moreira Franco.
"O declarante [Funaro] pagou comissão desta operação a Eduardo Cunha e a Moreira Franco; os pagamentos foram feitos em espécie, não se recordando dos valores neste momento, mas que posteriormente irá apresentá-los", disse Funaro, segundo o termo de depoimento.
No mesmo depoimento, Funaro afirmou também ter pago, em espécie, um total de R$ 20 milhões ao ex-ministro Geddel Vieira Lima por "operações" na Caixa Econômica Federal. Esse dinheiro, segundo o corretor, eram "comissões" por liberações de crédito a empresas do grupo J&F.
Segundo Funaro, foi ele quem apresentou Geddel ao empresário da empresa de carnes JBS Joesley Batista, hoje delator. O peemedebista era então "vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa Econômica" e o grupo J&F, holding que controla a JBS, segundo Funaro, "tinha interesse em obter linhas de créditos junto a esta instituição".
"A primeira operação efetuada para a J&F foi a liberação de operação de crédito para a conta empresarial; Após essa [Funaro] fez mais empréstimos e outras operações de crédito para a própria J&F e outras empresas do grupo, como Vigor, Eldorado, Flora e Seara".