Política

Prisão de Geddel será usada pela oposição contra Neto, avalia especialista

Publicado em 04/07/2017, às 13h27   Roberto Viana/Arquivo/BNews   Cíntia Kelly

A eleição para a sucessão estadual só acontece em outubro do próximo ano, mas as especulações sobre montagem de chapa vêm há algum tempo dominando o meio político. O novo ingrediente no xadrez eleitoral é a prisão do ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), e a repercussão disso no grupo de seu aliado, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O demista vem sendo citado como principal adversário do governador Rui Costa, com quem deve rivalizar nas urnas em 2018.

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Horas depois da prisão do peemedebista, vídeos em que Neto aparece fazendo elogios a Geddel começaram a circular nas redes sociais. O material deve ser usado a exaustão pela oposição ao prefeito ACM Neto. A avaliação é do cientista político Joviniano Neto. “A oposição vai usar seguindo a linha do que ‘me digas com quem andas e eu te direi quem és’”, avaliou, em conversa com o BNews.

Se por um lado a prisão de Geddel pode respingar em Neto, por outro ele estará mais livre para definir a chapa, numa ampla frente de coalizão, sem o dedo imperativo de Geddel. “Sem uma aliança com o PMDB, vai aumentar a capacidade de Neto de definir a coalizão”.  

Para Joviniano, Neto tentará, caso dispute o governo do Estado, se equilibrar entre se desvencilhar da turma de Michel Temer – primeiro presidente denunciado pela PGR ao STF - e focar nas obras tocadas na cidade graças a ajuda do Governo Federal. “Ele vai enfatizar as obras em Salvador e se esforçar para ter o bônus da verba federal sem o ônus da associação com Temer e Geddel”, presume Jovinano Neto.

PRISÃO - O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso nesta segunda-feira, 3, pela Polícia Federal, em sau casa no Chame-Chame, por volta das 16h, no âmbito da Operação 'Cui Bono?'. A detenção do peemedebista foi autorizada pelo juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.

A prisão é preventivo e foi fundamentada a partir de informações fornecidas em depoimentos recentes do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva. No pedido enviado à Justiça, os autores afirmaram que o político tem agido para atrapalhar as investigações.

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