Política

Ponto Final: empresário Barata Filho soube com antecedência que seria preso

Publicado em 24/07/2017, às 06h51      Redação BNews

O empresário Jacob Barata Filho, um dos principais nomes do setor de transporte do Rio de Janeiro, teve informações antecipadas das investigações sobre o pagamento de propina pela Fetranspor a autoridades do governo do Rio. De acordo com reportagem do Fantástico, da TV Globo, deste domingo (23), Barata Filho soube com antecedência que seria preso e, quando detido no dia 2 de julho no aeroporto do Galeão, estava apenas com passagem de ida para Portugal.

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Uma escuta telefônica feita pela Polícia Federal com autorização da Justiça no dia da prisão mostra Barata Filho afirmando a um interlocutor que viajaria à noite com a sua filha. "Comprei ida, a volta deixa”, diz.

No momento de sua prisão, a PF encontrou uma pasta com papéis relativos à Operação Ponto Final, como uma lista de investigados e até a ordem judicial para quebra de sigilo bancário de suas empresas.

O Ministério Público Federal (MPF) e a PF classificaram como “grave” o vazamento das informações. Uma suspeita é que, por ser dono do Banco Guanabara, ele tenha tido acesso aos informes emitidos pelo Banco Central (BC) a outras instituições sobre o bloqueio. 

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