Política

Rodrigo Maia irá a Israel para tentar descongelar relação bilateral

Maia aceitou um convite oficial feito neste domingo (1º) pelo presidente do Parlamento, Yuli Edelstein  |  Agência Brasil

Publicado em 02/10/2017, às 06h27   Agência Brasil   Folhapress

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, confirmou que irá a Jerusalém para uma visita ao Parlamento israelense no próximo dia 30.

Maia aceitou um convite oficial feito neste domingo (1º) pelo presidente da Casa, Yuli Edelstein.

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Além de Israel, Rodrigo Maia também visitará Ramallah, na Cisjordânia.

O convite pode ser visto como o primeiro resultado da reunião entre o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o presidente brasileiro, Michel Temer (PMDB), durante a Assembleia-Geral da ONU, no dia 19 de setembro.

O encontro entre os dois líderes foi marcado após intervenção direta do embaixador de Israel no Brasil, Yossi Sheli.

"Essa visita [de Maia] é uma continuação direta do encontro em Nova York para descongelar ainda mais o relacionamento entre os dois países", disse o embaixador à Folha.

Brasília tinha ficado incomodada por Netanyahu não ter visitado o país em seu giro de quatro dias na América Latina, em setembro. Na viagem, ele passou por Argentina, Colômbia e México.

Segundo Sheli, o Brasil não entrou no cronograma da viagem —a primeira de um premiê israelense à América Latina— por causa da crise política no país.

Durante um encontro com diplomatas brasileiros em Tel Aviv, no último dia 26, o ministro das Comunicações de Israel, Ayoob Kara, disse que o premiê prometeu que fará uma nova visita a América Latina -e dessa vez incluirá o Brasil.

As relações diplomáticas entre os dois países estão frágeis desde 2015, quando Netanyahu indicou Dani Dayan como embaixador no país, ainda durante o governo Dilma Rousseff (PT).

Dayan tem ligação com o movimento de colonos na Cisjordânia, prática a que a diplomacia brasileira se opõe. Assim, o Itamaraty se recusou a aceitar a indicação.

Com isso, o posto de embaixador em Brasília ficou vago por mais de um ano, até a indicação de Sheli ser aprovada, já por Temer. 

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