Política

Odebrecht pediu 'contribuição' para aprovar MP, diz empresária

A Unica representa cerca de 60% da indústria da cana processada no país  |  Reprodução

Publicado em 28/11/2017, às 10h25   Reprodução   Redação BNews

Em depoimento à Polícia Federal, a presidente da Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar) disse ter ouvido do diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que seria necessária a "contribuição" de empresários do setor para aprovação de uma medida provisória no Congresso. De acordo com a coluna Poder, da Folha, Elizabeth Farina, presidente da entidade, foi intimada a depor pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da Procuradoria-Geral da República, porque Melo Filho disse em sua delação que a MP favorecia também o setor sucroalcooleiro. 

De acordo com a publicação, Farina afirma que o pagamento não foi efetuado. A Unica representa cerca de 60% da indústria da cana processada no país. A aprovação da MP 613, segundo a delação premiada de executivos da Odebrecht, gerou pagamento de propina de cerca de R$ 7 milhões a diversos parlamentares.

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Aprovada em agosto de 2013, a MP concedeu incentivos tributários aos produtores de etanol e à indústria química por meio de crédito presumido e da redução de PIS/Pasep e Cofins. Ainda conforme a Poder, o delatores da Odebrecht afirmam que essa MP beneficiava a Braskem, braço petroquímico da empreiteira.

São alvos do inquérito os senadores Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE), todos do PMDB, e os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eles negam irregularidades.

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