O vice-líder do PSDB no Senado, senador Aloysio Nunes(SP), criticou duramente a atitude contraditória da presidente Dilma Rousseff de agora defender a criação de um novo imposto para financiar a saúde, esquecendo da promessa que fez na campanha eleitoral de regulamentar a Emenda 29.
“Se Lula é uma metamoforse ambulante, Dilma é uma contradição ambulante”, salientou Aloysio em entrevista à TV da Liderança. O vice-líder tucano, que também abordou o assunto no plenário do Senado, lembrou que no dia 18 de maio de 2010, quando era candidata ao Palácio do Planalto, durante uma reunião com a Frente Nacional dos Prefeitos, Dilma firmou total compromisso com a regulamentação da Emenda 29, que fixa em 10% o percentual mínimo que União, estados e municípios devem investir obrigatoriamente em saúde.
“Me gerou perplexidade as surpreendentes declarações da presidente. Ela insinua a volta de uma ‘CPMF diferente’, porque ‘aquela CPMF’ não foi para a Saúde, foi para fazer outras coisas!”, frisou Aloysio, se referindo à fala da presidente a uma rádio de Minas gerais nesta quinta-feira (01.09), onde ela classificou os defensores da Emenda 29 de “demagogos”.
Aloysio Nunes pontuou que o Governo do PT usou a CPMF durante cinco anos: de 2003 a 2007, quando foi derrubada pelo Senado com amplo apoio popular. Nesse período, situou, a ministra da Casa Civil era Dilma.
“Então, foi o Governo do PT que, durante cinco anos, mentiu ao povo brasileiro dizendo que aplicaria a CPMF na saúde e não aplicou? Fez outra coisa com o dinheiro? Ela (Dilma) confessou que, durante cinco anos, o Governo de que ela fazia parte, do qual ela era peça central, desviou os recursos da CPMF para outras finalidades que não a saúde pública?”, questionou.
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