Política

'Tropa' de aliados de Bolsonaro é enrolada com a Justiça

Filiado ao PSL na quarta-feira passada, deputado federal tem entre seus apoiadores diversos casos de políticos que são ou foram alvos de processos  |  Ueslei Marcelino/Reuters

Publicado em 11/03/2018, às 12h30   Ueslei Marcelino/Reuters   Redação BNews

Reportagem do jornal O Globo mostra que o pré-candidato à Presidência e deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) tem em sua tropa colegas enrolados com a Justiça.

Filiado ao PSL na última quarta-feira (7), o capitão da reserva do Exército possui em seu círculo de apoiadores diversos casos de políticos que são ou foram alvos de processos. 

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Parte das ações acabou prescrevendoem razão da demora na tramitação nos tribunais. O próprio Bolsonaro fez menção indireta a isso durante seu discurso no ato de filiação. 

De acordo com a publicação, vários de seus aliados “deram suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e são pessoas que somam o nosso exército".uma petição no Supremo Tribunal Federal, onde a Procuradoria-Geral da República pede a apuração de uma denúncia sobre uma suposta funcionária fantasma no gabinete dele.

Segundo a denúncia, Aline Fernanda Pereira Kfouri — que ocupou o cargo entre 2015 e 2017 — doaria parte de seu salário como caixa 2 para o Solidariedade do Paraná, presidido pelo deputado. Francischini nega as acusações.

APOIOS CONTROVERSOS

Conforme O Globo, não são apenas membros do PSL que foram alvos de acusações. Parlamentares que não migraram para o partido mas fazem parte da tropa de choque de Bolsonaro também enfrentam denúncias. Um deles é Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que chegou a negociar sua filiação ao novo partido de Bolsonaro. Ex-secretário de Saúde Pública de Campo Grande, ele é alvo de inquérito no STF por fraude em licitação, tráfico de influência e falsidade documental por conta de uma contratação para a pasta. 

Já o Delegado Éder Mauro (PSD-PA) foi réu no STF em processos por tortura e ameaça. Foi absolvido no primeiro, enquanto o segundo prescreveu. Os dois foram procurados, mas não responderam aos questionamentos.

Os partidos que abrigaram Bolsonaro também acumulam problemas. O PP, onde esteve em boa parte de seus 27 anos de Congresso, é um dos que tiveram mais políticos atingidos pela Lava-Jato. O PSC, sua última sigla, também teve denúncias de caixa 2.

Em seu discurso como presidenciável, Bolsonaro costuma pregar que basta ter “não só o presidente, mas muitos parlamentares que sejam honestos”

A reportagem tentou contato com o deputado, mas não obteve retorno.

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