Política
Publicado em 07/05/2018, às 06h29 Fotos Públicas Redação BNews
O espírito de procuradores que participam de investigações envolvendo Michel Temer é de animosidade em relação ao presidente. Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha, alguns deles já falam sem rodeios a interlocutores que o emedebista poderá sofrer medidas cautelares assim que deixar o cargo, em 2019, e perder o foro privilegiado.
As denúncias contra ele foram suspensas por decisão da Câmara dos Deputados. Ainda segundo a coluna, as investigações sobre os casos seguem —mas Temer não pode ainda ser importunado por elas.
Amigos do presidente como José Yunes, o coronel João Baptista Lima Filho e o ex-ministro Wagner Rossi já chegaram a ser presos temporariamente no âmbito dos mesmos inquéritos. Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende Temer, diz ter certeza de que, a partir de janeiro do próximo ano, “começará uma ativa e intensa ação persecutória, de investigação, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal” sobre o presidente. Afirma ter a expectativa, no entanto, de que tudo ocorrerá “dentro da legalidade”.
Ele diz ainda não acreditar na possibilidade de medidas mais extremas, como condução coercitiva ou detenção, que “ainda precisam ser bem fundamentadas no Brasil”.