Política

Após acordo e manutenção da greve, ministro afirma: Temos que dar um tempo, isso não é imediatamente

O documento do acordo prevê a suspensão da greve por 15 dias  |  Reprodução

Publicado em 25/05/2018, às 11h29   Reprodução   Redação BNews

Questionado nesta sexta-feira (25) sobre se os caminhoneiros não estariam fazendo a parte deles no acordo com o governo para suspender a paralisação, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que é preciso "dar um tempo" para os líderes da categoria conversarem com as bases. Ele ainda afirmou que os efeitos do acordo não ocorrem "imediatamente". A informação é do G1.

O acordo entre governo e lideranças da categoria foi anunciado na noite de quinta-feira (24), no Palácio do Planalto. O documento prevê a suspensão da greve por 15 dias.

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De acordo com o G1, Padilha falou sobre o tema com jornalistas após participar de um evento sobre governança em um dos anexos do Palácio do Planalto.

"Eles [caminhoneiros] assinaram. Eles vão levar às suas bases. É isso que foi dito, é isso que está escrito. Eles vão levar às suas bases. Então nós temos que dar também um tempo. Isso não é imediatamente. Eles vão levar os dados todos às suas bases", afirmou Padilha.

Para o ministro, é um "processo lento" até que o acordo firmado com as lideranças da categoria chegue aos caminhoneiros nas estradas.

"É um processo que é lento. Nós tivemos ontem [quinta-feira] as lideranças negociando por muitas horas, e o comando das lideranças, para chegar na base, não é instantâneo, não é imediato”, disse Padilha.

O ministro afirmou que o governo “confia” e que ele tem “certeza” que os caminhoneiros vão cumprir o acordo.

“A nossa aposta é que o movimento vá sendo desmobilizado progressivamente. Não sei se terá normalidade total no fim de semana. Acreditamos que o processo inicia hoje [sexta-feira], mas é impossível prever com que tempo teremos plena normalidade”, declarou.

Segundo o ministro, o governo também vai cumprir sua parte no acordo “na medida em que tenha contrapartida da parte dos caminhoneiros”.

Padilha foi perguntado se o governo pode desfazer o acordo caso os caminhoneiros mantenham a greve. “Quando se faz um acordo, se pressupõe compromisso de ambas as partes”, disse.

Caminhoneiros entraram nesta sexta no quinto dia de paralisação em diversos estados do país e no Distrito Federal. Eles fazem uma série de reivindicações, entre elas a contenção do preço do óleo diesel.

Os sindicatos
De acordo com o G1, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que apesar de representar um milhão de caminhoneiros, a CNTA não tem poder de desmobilizar a greve, apenas de sugerir que haja o desbloqueio das vias. Cabe aos caminhoneiros decidir se acatam ou não.

Já a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) informa que o presidente da Unicam, José Araújo Silva, disse por telefone que, apesar de estar presente na reunião desta quinta, não assinou o acordo porque “não confia no governo”. De acordo com Silva, a greve só acaba quando a pauta original proposta pelos caminhoneiros – que inclui a eliminação do PIS-Confins do diesel - for atendida. A Unicam, segundo o presidente, representa um milhão de caminheiros.

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