Política

Em festa com Bolsonaro e celulares confiscados, Onyx se casa em Brasília

Futuro ministro da Casa Civil casou-se com assessora parlamentar de senador do DEM   |  Pedro Ladeira/Folhapress

Publicado em 23/11/2018, às 07h53   Pedro Ladeira/Folhapress   Daniel Carvalho e Angela Boldrini - Folhapress

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), 64, casou-se nesta quinta-feira (22) com a assessora parlamentar Denise Veberling, 38, lotada no gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Os cerca de 80 convidados —número citado por um político, já que agentes na portaria alegaram questão de “segurança nacional” para não revelar a informação— tiveram que esperar até as 19h30 para entrar no Clube do Congresso, que fechou mais cedo, às 18h, até mesmo para sócios.

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Um assessor do ministro que não estava com nome na lista precisou fazer algumas ligações até que o cerimonial o liberasse para entrar.

A festa foi restrita. Apenas alguns integrantes do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, e políticos ligados a ele foram chamados.

Nem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi convidado. Ele tenta uma reaproximação com Onyx para ter apoio de Bolsonaro para se reeleger no comando da Casa.

De futuros ministros, compareceram Gustavo Bebianno (Secretaria Geral) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). 

Os jornalistas ficaram na rua. Convidados tiveram os celulares confiscados ao entrar para não fazer registros e fotógrafos da festa foram orientados a não ceder imagens à imprensa.

Primeiro a chegar, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), candidato derrotado ao governo do Distrito Federal, esperou cerca de meia hora até poder entrar, às 19h30, na área restrita, onde a Polícia Federal estava desde cedo.

O noivo chegou antes da liberação dos convidados. Disse não estar com frio na barriga.

“Que nada, aquece o coração”, disse Onyx, que, questionado sobre o que o preocupava mais, se a composição do governo ou o casamento, brincou com os repórteres.

“Casamento é a parte boa”, afirmou o futuro ministro. Ele disse que voltará a “bater ponto” na segunda-feira (26), mas que a lua de mel foi na semana passada, em Cambará do Sul (RS). 

Antes da chegada de Bolsonaro, três viaturas da Polícia Militar aguardavam na porta e um helicóptero sobrevoou o local.

O comboio do presidente eleito chegou às 20h48, cerca de 15 minutos antes de a noiva ingressar no salão do clube. O casamento, segundo o convite, estava marcado para as 19h30.

Durante a cerimônia, celebrada pelo Bispo Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, Bolsonaro conversou com Fraga sobre a trajetória de sua campanha presidencial e seu perfil no Twitter divulgou o colombiano Ricardo Velez Rodriguez como futuro ministro da Educação.

Após as palavras de Rodovalho, a noiva discursou e brincou ao pegar o celular para ler o que havia preparado. Disse que devolveria o aparelho logo em seguida.

A banda de Alysson Takaki, que cobra entre R$ 3.000 e R$ 11 mil para eventos em Brasília, segundo seu site de divulgação, tocou a marcha nupcial para a noiva e “Pela luz dos olhos teus”, de Vinicius de Moraes, para o noivo.

A trilha sonora incluiu canções como “Por enquanto”, de Cássia Eller, “Shallow”, de Lady Gaga, e as trilhas sonoras dos filmes “O Mágico de Oz” e “A Bela e a Fera”.

O presidente eleito não demorou muito na festa, onde foram servidos canapés com vinho e uísque para acompanhar. Partiu menos de duas horas depois de sua chegada, um dos primeiros a deixar o casamento.

Seu filho Eduardo Bolsonaro, que se reelegeu deputado federal pelo PSL-SP, chegou antes do pai, dirigindo o próprio carro, e não o acompanhou na saída.

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