Política

Estratégia de Flávio Bolsonaro pode colocar seu pai em investigação da PGR e do STF

A expectativa é que Marco Aurélio estimule a ampliação da apuração  |  Tânia Rêgo/Agência Brasil

Publicado em 17/01/2019, às 18h09   Tânia Rêgo/Agência Brasil   Redação BNews

Se o objetivo do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) era atrapalhar e postergar as investigações sobre o caso envolvendo o seu ex-assessor Fabricio Queiroz, ele pode ter dado um passo em falso. Isso porque, com a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux suspendendo temporariamente a ação, o parlamentar levou para Brasília um problema que estava apenas no Rio de Janeiro (com o Ministério Público).

A decisão de Fux de suspender temporariamente o caso surpreendeu até seus colegas do STF. Causou ainda maior espanto foi o fato de Flávio Bolsonaro ter feito o pedido, sendo que ele dizia não ser investigado, apenas citado no inquérito do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que assinalou movimentação atípica de Queiroz.

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Apesar de Queiroz não ter foro, Fux aceitou o pedido do filho de Bolsonaro porque, enquanto senador eleito, tem foro privilegiado e terá o caso julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Agora, a decisão sobre o caso caberá ao ministro Marco Aurélio Mello. 

A questão também deve ser avaliada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que terá que solicitar a ampliação da investigação, pois os fatos também envolvem o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ela deverá analisar a questão dos depósitos na conta de Michele Bolsonaro.

O presidente alega que o dinheiro se refere ao pagamento de uma dívida de Queiroz. Como o fato aconteceu antes dele assumir a Presidência da República, pela Constituição, Jair Bolsonaro não pode ser processado, apenas investigado.

A expectativa é que Marco Aurélio estimule a ampliação da investigação. No entanto, por se tratar de senador, a discussão pode acabar na Primeira Turma da Corte.

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