Política
Publicado em 13/03/2019, às 19h34 Vagner Souza /Bnews Eliezer Santos e Tamirys Machado
O secretário da Secretaria de Emprego, Esporte e Lazer, Alberto Pimentel (PSL) prestou esclarecimentos à Câmara Municipal de Salvador nesta terça-feira (13), após convocação da Casa. Ele teve que explicar o fato de o policial militar Bruno Guimarães, postulante a assumir uma diretoria na pasta, estar atuando e assinando documentos na secretaria antes de ser nomeado. Outro fator questionado pelos edis, refere-se ao fato de o aliado de Pimentel responder a processo de violência contra mulher, conforme matéria publicada pelo BNews. Após a sessão que durou quase três horas, o titular da Semtel avaliou o saldo como “positivo”.
“Muito positivo. Realmente foi melhor do que eu esperava, consegui esclarecer todos os questionamentos, houve uma cordialidade. Muito grande na Casa e saio daqui satisfeito e agora estou mais tranquilo para tocar meu trabalho a frente da secretaria”.
Questionado se houve uma intenção política na convocação para desgastar o nome dele, o secretário disse que não. “Prefiro pensar que não”. “Gostaria de aproveitar essa oportunidade para fazer um aceno com a imprensa. Nunca fui contra a imprensa, mas realmente quando existe uma polêmica contra uma pessoa você tende a reagir, eu tive algumas reações, o trabalho de vocês é importante para a divulgar as informações e contem comigo como um parceiro”, disse referindo-se as críticas à imprensa.
Para Pimentel, a relação com os vereadores melhorou. “Acho que melhorou, porque com o diálogo que melhora, de repente estava passando uma imagem ruim com os vereadores, então pessoalmente essas indiferenças acabam sendo resolvidas. Não tenho nenhuma desavença aqui, nem com a esquerda, só ideológica.
Indagado se ficou constrangido em ter sido convocado à Câmara, fato inédito na Casa, ele disse que não e também pontuou a tranquilidade com a pressão do edis. “Nunca me preocupei com isso. Estou acostumado como pressão. Vim de uma campanha na qual minha esposa não era deputada, Bolsonaro tinha 1%, então pressão não me afeta. Qualquer pressão acabo crescendo”. A esposa de Alberto é a deputada federal Dayanne Pimentel, presidente do PSL na Bahia. Pimentel é também é secretário-geral do partido.