Política

“Esse caso de assassinato é como vários outros casos de assassinato”, diz Eduardo Bolsonaro sobre morte de Marielle Franco

Sobre o envolvimento de sua família com ex-policiais, o parlamentar negou que haja qualquer tipo de relação com criminosos  |  Reprodução/ Redes sociais

Publicado em 13/03/2019, às 20h23   Reprodução/ Redes sociais   Redação BNews

O filho de Jair Bolsonaro (PSL) e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acredita que há "um desespero" para relacionar o assassinato da vereadora Marielle Franco ao seu pai. Ele também destacou que o crime contra a ativista não é diferente de outros homicídios ocorridos no Brasil.

“Eu não tenho nenhum envolvimento com a milícia. Qual envolvimento vão falar? Foto de Jair Bolsonaro? Ele tira um milhão de fotos por ano com todo mundo. Será que se eu tirar uma foto com um policial, eu vou ser responsável por tudo que ele fizer? Igual à questão da medalha. Flávio deu a medalha em 2004. O cara é suspeito de alguma coisa agora e querem associar com o Flávio. Para mim, isso aí é…Tem uma parte da imprensa, nem sempre grande imprensa, mas às vezes a imprensa alternativa que se presta a esse trabalho sujo, muito financiada pelos últimos governos que cai no descrédito ao tentar fazer esse tipo de relação”, afirmou Eduardo. 

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“É um desespero para tentar dizer que Bolsonaro tem culpa no cartório. Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Agora, pelo amor de Deus, tentar fazer essa relação é mais do que absurda, é repugnante”, questionou o deputado federal.

As declarações foram dadas ao Globo no dia em que a Polícia Civil do Rio prendeu dois suspeitos de terem praticado o crime, na terça-feira (12). “Esse caso de assassinato é como vários outros casos de assassinato, como os outros 62 mil casos que a gente tem no Brasil. É óbvio que a gente quer que ele seja elucidado e que quem cometeu vá preso. Não tem nada de diferente. Se a pessoa matar a mim, a você e qualquer pessoa de outro partido é a mesma coisa. Uma vida que foi embora. Não tem essa de passar a mão na cabeça, porque… Isso aí está muito acima de questão política, pelo amor de Deus”, opinou.

Sobre o envolvimento de sua família com ex-policiais, o parlamentar negou que haja qualquer tipo de relação com criminosos.

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