Política
Publicado em 28/03/2019, às 15h10 Reprodução Fernanda Chagas
Em meio as demissões de indicados do Podemos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), espaço que a sigla tem investido todas as fichas para que permaneça na sua cota, o presidente estadual da sigla, deputado federal Bacelar confirma que permanecem à espera de compensação no governo Rui Costa (PT) e que seja altura da fidelidade que lhes foi dispensada.
O dirigente confirmou ainda em conversa com o Bnews, que se reuniu na última segunda-feira a portas fechadas com o líder petista, onde houve a garantia de que em 15 dias, após equacionar alguns impasses, voltariam a se reunir, ocasião em que uma resposta deveria sair.
“Somos da base do governador, participamos ativamente da eleição dele e continuamos seguindo sua orientação e aguardando o nosso espaço como é normal na democracia de governo. E diante da conversa que tive com ele [Rui], que foi de parceiro para parceiro eu acredito que podemos emplacar o Detran ou qualquer outro órgão do estado, até mesmo os que que já tenham tido direção escolhida, basta o governador querer retroceder”, não negou, reforçando que o pleito era muito maior.
Ele admitiu ainda que se emplacarem o Detran, conforme a reportagem amtecipou, o nome do presidente do partido em Camaçari, Maurício Bacelar seria a aposta. Sobre a demissão do chefe de gabinete, Jaqson Souza Pereira, na última terça-feira, que seria uma indicação dele, Bacelar resumiu como uma questão administrativa.
“Na verdade de afinidade a que o cargo impõe. Com a mudança do diretor isso era esperado”, disse, descartando qualquer possibilidade de retaliação ao partido. “Queríamos uma secretaria, mas como não veio estou no aguardo de um cargo à altura da nossa fidelidade”, reforçou.
Sem aproximação com a oposição
Sobre os rumores de que a insatisfação do Podemos com a indefinição do governador poderia gerar uma futura mudança de lado, Bacelar descartou. Ele sintetizou, por exemplo, que possui uma relação afetiva profunda com o vice-prefeito Bruno Reis (DEM), mas política nenhuma.
“Em 2020 não está descartado, inclusive, que eu saia candidato à prefeitura de Salvador, afinal fui o segundo mais votado na cidade, tenho um trabalho forte e tenho certeza que no grupo do governador o meu nome é um dos ventilados para representar a sua base”, refutou.
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