Política
Publicado em 30/04/2019, às 06h17 Reprodução Redação BNews
No sábado (27), durante almoço na casa do ministro Walton Alencar, do TCU, Jair Bolsonaro deu pistas de como deve conduzir a sucessão de Raquel Dodge. Segundo a coluna Painel, da Folha, o presidente puxou o tema ao fazer perguntas sobre a lista tríplice para a PGR e disparou, aos risos: “Só uma coisa é certa: quem estiver na lista não será”. Os demais entenderam que se tratava de brincadeira, e então ele emendou: “Vale o que eu dizia lá atrás… O que quero de um procurador-geral é que respeite o artigo 53 da Constituição”.
O dispositivo citado por Bolsonaro estabelece que deputados e senadores são “invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. Em 2018, quando o presidente ainda era parlamentar, Dodge o denunciou ao STF por crime de racismo.
Ainda conforme a coluna, em campanha, o subprocurador Augusto Aras levou seu currículo ao general Santos Cruz (Secretaria de Governo) e falou sobre suas bandeiras. “Proponho maior diálogo entre os Poderes para a preservação do interesse nacional e público de forma desideologizada e sem radicalismos”, disse.
Segundo Aras, o ministro se comprometeu a levar seu nome a Bolsonaro. Outros pré-candidatos ao posto de Dodge manifestam incômodo com os atos de Aras. As críticas se devem ao fato de que ele já indicou que não vai participar da eleição interna da lista tríplice. Ainda no almoço na casa do ministro do TCU, Bolsonaro derramou elogios a Damares Alves. Disse que ela está desempenhando papel notável em pasta que considera complexa, a da Mulher, Família e Direitos Humanos.