Política
Publicado em 16/05/2019, às 13h38 Vivi Zanatta/Folhapress Redação BNews
O escritor e referencial teórico do Presidente Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, anunciou que irá se abster temporariamente de participar do debate político brasileiro, e que os militares o “venceram”. O escritor tem desferido uma série provocações a membros do exército, como o vice-presidente general Hamilton Mourão Generais; o ex-comandante do Exército e assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Eduardo Villas Bôas; e o general Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo.
“Eles querem me tirar da parada? Tiraram. Eu vou ficar quietinho agora, não me meto mais na política brasileira. O Brasil escolheu o seu caminho. Escolheu confiar em pessoas que não merecem a sua confiança e, agora, vai se danar. Evidentemente, vai virar um entreposto da China. É esse o sonho de todos eles. Cortar relações com os Estados Unidos e Israel e ficar do lado chinês. É isso que eles querem”, disse.
De acordo com o site da revista Veja, a declaração foi dada durante entrevista a uma página de direita. Na ocasião, o escritor também negou a existência de um grupo “olavista” dentro do governo, e que esta foi uma invenção dos generais e dos jornalistas brasileiros. Ele também negou que tenha ofendido o general Villas Bôas. Em suas redes sociais, Carvalho avia chamado o general de “doente preso a uma cadeira de rodas”. “Ora, dizer que um homem doente paralisado na cadeira de rodas está doente paralisado na cadeira de rodas é ofendê-lo? Ora, que porcaria é essa?”, opinou.