Política

Marco Aurélio diz que não se combate corrupção 'a ferro e fogo'; para Gilmar, prova ilegal pode valer

"Que houve algo que discrepa da organicidade do Judiciário, houve", disse Marco Aurélio Mello  |  Fátima Meira/Futura Press

Publicado em 11/06/2019, às 13h08   Fátima Meira/Futura Press   Redação BNews

Os ministros do STF Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes comentaram nesta terça-feira (12) o vazamento das mensagens de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Para Mello, o combate à corrupção "a ferro e fogo" pode representar um "retrocesso" para a democracia. 

"Que houve algo que discrepa da organicidade do Judiciário, houve. O juiz dialoga com as partes, e o Ministério Público é parte acusadora, Estado acusador, no processo, com absoluta publicidade, com absoluta transparência. Se admitiria um diálogo com os advogados da defesa? Não. Também não se pode admitir, por melhor que seja o objetivo, com o Ministério Público", declarou.

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Por sua vez, Mendes o fato de o material ter sido obtido de forma eventualmente ilegal não leva à nulidade da prova. "Não necessariamente. Se amanhã alguém for alvo de condenação por assassinato e se descobre por prova ilegal que ele não é autor do crime se diz, em geral, que essa prova é válida", disse. A informação é do G1.

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