Política

Trocando as bolas, ou melhor, os presidentes

Wagner, mais uma vez, troca Dilma por Lula. "Estava com ele na cabeça", disse o governador  |  

Publicado em 28/11/2011, às 11h36      Redação Bocão News


O governador Jaques Wagner trocou mais um vez a presidente Dilma por Lula. Segundo a coluna tempo Presente, do jornal A Tarde, o 'esquecimento' aconteceu na sexta-feira (25) - durante o anúncio do ministro das Cidades, Mário Negromonte, sobre o Minha Casa, Minha Vida, na Bahia.
"Estava com Lula na cabeça", disse o governador. Wagner ressaltou que pensou no ex-presidente porque pensa em visitá-lo ainda este mês. E, para disfarçar a gafe, ele brincou: "Dizem até que ele ficou mais bonito careca. Eu não achei não". Alguém gritou na plateia que Lula estaria 'lindo' com o novo visual. E Wagner. "Tá lindo é? Tô dizendo, amizade é isso. Tá lindo por dentro". É não sei se a tentativa de amenizar a situação teria dado muito certo.

Já Mário Negromonte, explicou que resolveu lançar Minha Casa 2 na Bahia somente depois do Rio de Janeiro e Santa Catarina. "Se fizesse o lançamento primeiro aqui, a imprensa iria bater em mim". 

E, falando em Negromonte, a situação do ministro das Cidades é cada vez pior. No último dia 24, o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), informou que iria protocolar uma representação pedindo que o Ministério Público do Distrito Federal ingresse com ação civil pública pedindo o afastamento de Negromonte (PP). 
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o Ministério alterou o projeto de infraestrutura de Cuiabá (MT) para a Copa de 2014, elevando em R$ 700 milhões o custo das obras, que já estavam orçadas em 1,2 bilhão de reais. A mudança foi feita com o aval do chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto.
“A alteração de documentos é apenas mais um item na lista dos problemas envolvendo o ministro Negromonte nos últimos meses”, afirmou Duarte Nogueira. Reportagem de VEJA revelou, em agosto, que Negromonte estava transformando o ministério em um apêndice partidário e usando seu gabinete para tentar cooptar apoio. Segundo relatos dos deputados que foram convocados para reuniões na pasta, as ofertas em troca de apoio incluem uma mesada de 30.000 reais para quem aderir.
Resposta - Em nota, o Ministério das Cidades disse que quem estabelece as prioridades dos projetos é o governo do estado ou o governo municipal, respeitando as diretrizes traçadas pelo programa do governo federal. Segundo a pasta, houve discussão dos prós e contras das obras em Cuiabá.
“Qualquer outra análise ou nota técnica que tenha sido produzida dentro dessa dinâmica ao longo do tempo pertence a um momento anterior à conclusão da análise que seguiu o trâmite processual legal”, diz o texto. “A discussão e o aperfeiçoamento de propostas são uma constante na apresentação dos resultados de governo”.

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