Política

Bolsonaro aumenta participação de militares em 30 órgãos federais

Em nove meses de governo, já foram criados 325 postos destinados a militares  |  Agência Brasil

Publicado em 14/10/2019, às 06h23   Agência Brasil   Redação BNews

Desde que assumiu a presidência, em janeiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) já deu cargos na administração federal a 325 militares, da ativa e da reserva. Além dele, que é capitão reformado, do vice, o general Hamilton Mourão, e de 8 dos 22 ministros, 2,5 mil militares ocupam cargos de chefia ou assessoria.

Bolsonaro ainda rompeu com a prática de governos anteriores de nomear civis para o Ministério da Defesa. Os números foram obtidos pela Folha de S. Paulo por meio de Lei de Acesso à Informação e, segundo os dados, em apenas quatro órgãos houve redução do quadro de militares.

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No Gabinete de Segurança Institucional, por exemplo, houve aumento de 943 para 1.061 militares, enquanto da vice-presidência o salto foi de 3 para 65. Outra pasta que teve crescimento expressivo foi o Ministério do Meio Ambiente, que passou de 1 para 12 militares.

O Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, quase dobrou o seu contingente fardados, saindo de 16 para 28. Além disso, por ordem do general Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública, os militares da pasta devem ir fardados toda quarta-feira.

De acordo com o Ministério da Defesa, os militares "podem contribuir com suas sólidas formações e experiências nas atividades e funções julgadas necessárias e oportunas pelos gestores públicos, desde que guardem consonância com suas competências".

O Gabinete de Segurança Institucional afirmou que o crescimento de militares no órgão se deve ao aumento do nível da segurança prestada ao presidente, vice-presidente e familiares, que são em maior número em relação a 2018.

Já a Secretaria-Geral declarou que o aumento de fardados na administração permanece estável em relação ao governo passado. "A contribuição dos militares é relevante na medida em que possuem formação e experiência nas áreas em que atuam".

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) alegou que o aumento do número de militares foi uma decisão de gestão do atual governo. Minas e Energia destacou que as nomeações levaram em conta a meritocracia, independentemente da origem civil ou militar.

Por fim, Ciência e Tecnologia disse que os militares, assim como os outros servidores, foram selecionados por suas qualidades técnicas.

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