Política

"Vale a pena atacar a fé de 86% da população?", questiona Eduardo Bolsonaro sobre especial da Netflix

Deputado federal é mais um a endossar o coro contra o episódio do Porta dos Fundos  |  Reprodução/ Redes sociais

Publicado em 11/12/2019, às 12h53   Reprodução/ Redes sociais   Luiz Felipe Fernandez

Sempre ativo nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro é mais a aderir o movimento de critica e boicote à Netflix, que lançou recentemente o especial de Natal do Porta dos Fundos, que traz Jesus como um personagem gay. 

"Somos a favor da liberdade de expressão, mas vale a pena atacar a fé de 86% da população? Fica a reflexão", tuitou o filho 03 do presidente da República.

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A @NetflixBrasil acaba de lançar um "Especial de Natal" onde Jesus Cristo (@gduvivier) é gay e tem relações com @FabioPorchat, além de se recusar a pregar a palavra de Deus

Somos a favor da liberdade de expressão, mas vale a pena atacar a fé de 86% da população? Fica a reflexão. pic.twitter.com/OtgLJ8ryGu

— Eduardo Bolsonaro(@BolsonaroSP) December 11, 2019

O episódio faz diversas piadas relacionadas ao universo bíblico cristão. Além da sexualidade de Jesus, a virgindade de Maria e o comportamento de Deus também são alvo das piadas do Porta dos Fundos, que se tornou o maior canal brasileior no YouTube.

O "Especial de Natal" de 2018 exibido pelo grupo, que tem como integrantes atores como Gregório Duvivier, Fábio Porchat, Rafael Portugal e Antônio Tabet, foi vencedor do Emmy Internacional na categoria Melhor Comédia.

O post do deputado recebeu muitos comentários. Muitos apoiaram o seu discurso e endossaram as críticas à plataforma de streaming e ao grupo de comédia. "Já cancelei a Netflix", escreveu uma internauta. Mas houve quem se mostrou a favor do humor do Porta."Eu sou cristã e esse especial não me ofende", garantiu outra.

O bispo pernambucano Dom Henrique Soares da Costa, da arquidiocese de Palmares (PE), já havia convocado no último sábado (7) um boicote à Netflix. Ele afirmou que o episódio é um "bofetão" na cara de "todos os cristãos" e definiu o filme como "blasfemo" e "desrespeitoso" com o seu "Deus".

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