Política

PF faz buscas na casa de ex-presidente da Câmara de Itabuna

Desvios do "Loiolagate" podem ultrapassar R$ 8 milhões, diz delegada da operação  |  

Publicado em 13/12/2011, às 16h01      Redação Bocão News

O dia começou mais que tenso para o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, vereador Clovis Loiola, e o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa, Kleber Ferreira. Na manhã desta segunda-feira (13), agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos dois denunciados no “Loiolagate”, o escândalo de corrupção na Câmara de Itabuna.

Depois da batida nas duas residências, agentes da PF cumprem mandados na sede da Câmara de Vereadores. A polícia, conforme fonte da PF, é para apreender documentos que comprovem irregularidades em empréstimos consignados de servidores e comissionados da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Nas casas de Kleber e Loiola, os policiais recolheram documentos e computadores como possíveis provas das fraudes no empréstimo consignado. De posse do material apreendido, a PF tentará também identificar o destino dado os valores subtraídos para que retornem aos cofres públicos.

Após entrevista coletiva concedida nesta manhã, o delegado Fábio Marques, que comanda a "Operação Loiolagate", antecipou que existem indícios de desvios de aproximadamente R$ 8 milhões por meio de empréstimos consignados na Câmara de Vereadores de Itabuna. Segundo Marques, o objetivo da operação foi localizar mais servidores e vereadores envolvidos na fraude dos consignados na Casa.

A fraude investigada era realizada mediante a adulteração de contra-cheques de servidores que pretendiam obter empréstimo junto a Caixa Econômica Federal, com modificação do valor percebido e, por conseguinte, da margem consignável, de forma a beneficiar, principalmente, o ex-presidente da câmara e o ex-chefe do Setor de Recursos Humanos.
Os responsáveis estão sendo investigados pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha, previstos, respectivamente, nos Artigos 171 e 288 do Código Penal Brasileiro, que prevêem pena de até oito anos de reclusão.
Com informações do Pimenta na Muqueca

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