Política

"Nós preferiríamos que ele tivesse sido preso", diz Wagner sobre morte de miliciano

Senador vai conversar com o governador Rui Costa para avaliar o caso  |  BNews/Roberto Viana

Publicado em 10/02/2020, às 17h24   BNews/Roberto Viana   Juliana Nobre e Henrique Brinco

O senador Jaques Wagner (PT) evitou se posicionar sobre a morte do foragido da Justiça do Rio de Janeiro, Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, em 2018. O miliciano foi atingido durante uma operação no município de Esplanada, no interior da Bahia. O petista, no entanto, afirma que teria sido melhor capturar o suspeito ainda vivo.

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"Não posso concluir nada, porque não tenho nenhum elemento para fazer juízo de valor. Só vou encontrar com o governador depois aqui desse ato", declarou, na chegada da cerimônia em comemoração ao aniversário de 40 anos do PT, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

"É evidente que todos nós preferiríamos que ele tivesse sido preso, porque ele é uma peça muito importante no equacionamento da morte da vereadora Marielle, que foi morta claramente por milicianos. Não estou acusando ninguém, não estou falando que é isso ou aquilo, mas é claro que ele teria depoimentos importantes a fazer para tentar esclarecer. É uma morte claramente fruto do preconceito, da discriminação, feita pela posição política dela. É uma ameaça e afronta contra a democracia o assassinato dela", completou Wagner.

A morte de Adriano
A operação envolveu equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Litoral Norte e da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP-BA. Ele passou a ser monitorado por equipes da SI da SSP da Bahia, após informações de que ele teria buscado esconderijo no estado. Nas primeiras horas da manhã ele foi localizado em um imóvel, na zona rural de Esplanada. 

No momento do cumprimento do mandado de prisão, segundo a SSP-BA, ele resistiu com disparos de arma de fogo e terminou ferido. Segundo a SSP, "o suspeito chegou a ser socorrido para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos". Com o foragido foi encontrada uma pistola austríaca calibre 9mm.

"Procuramos sempre apoiar as polícias dos outros estados e, desta vez, priorizamos o caso por ser de relevância nacional. Buscamos efetuar a prisão, mas o procurado preferiu reagir atirando", comentou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, em nota.

Histórico
Adriano entrou para a PM no ano de 1996. Quatro anos depois, concluiu o curso de operações especiais do Bope. Na corporação, fez amizade com Fabrício de Queiroz, que trabalhou como assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), quando este foi deputado estadual. Ele chegou a ser homenageado por Flávio com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa carioca. A mulher e a mãe de Adriano, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega e Raimunda Veras Magalhães, trabalharam no gabinete do deputado estadual.

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