Política

Presidente nacional do DEM, ACM Neto confirma expulsão de Sara Winter do partido

Posicionamento do prefeito de Salvador segue outros membros da sigla, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia  |  Vagner Souza/BNews/Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 02/06/2020, às 10h29   Vagner Souza/BNews/Reprodução/Redes Sociais   Tamirys Machado/Luiz Felipe Fernandez

Prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto confirmou, nesta terça-feira (2), com exclusividade ao BNews, que o partido vai pedir a expulsão da ativista bolsonarista de extrema-direita, Sara Winter. 

O posicionamento de Neto segue a linha de outros membros da legenda, como o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), frequentemente atacado por grupos ligados ao presidente Jair Bolsonaro. Responsável por intermeditar a filiação de Sara Winter ao DEM, o deputado Sóstenes Cavalcante já havia admitido ao O Globo que sofria pressão interna pela expulsão da ativista, alvo do inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Entre os recentes episódios protagonizados por Sara Winter, que usa como pseudônimo o sobronome da espiã britânica nazista (Sarah Winter), estão as ameaças - inclusive de agressão física - ao ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável por ordenar o mandato de busca e apreensão não só contra a militante, mas também contra outros deputados e apoiadores bolsonaristas.

Uma das lideranças do acampamento pró-Bolsonaro em Brasília, "300 pelo Brasil", Sara comandou um ato em direção ao STF, com pessoas empunhando tochas de fogo e cobertas com máscaras brancas, semelhante aos protestos de grupos supremacistas brancos, como a Ku Klux Klan, nos Estados Unidos.

Sobre essa manifestação do último domingo (31), ACM Neto chegou a dizer que grupos radicais “flertam com Nazismo”, é inacreditável”, criticou o prefeito em coletiva virtual na segunda (1).  

Sara Winter

Há menos de uma década, a ativista ficou conhecida por integrar o movimento feminista radical ucraniano, Femen. No entanto, desde 2015, deu uma guinada radical à extrema-direita.  Em abril de 2019, Sara Winter foi nomeada como coordenadora nacional de políticas à maternidade do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, mas pediu exoneração em novembro.

Nesta segunda-feira (1°), a militante bolsonarista afirmou nas redes sociais que não cumprirá a ordem da Polícia Federal para prestar depoimento a respeito do inquérito do STF que apura um esquema criminoso de disseminação de fake news.

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