Política

"Delação do fim do mundo", acordo de Léo Pinheiro se perde em sigilo

Relatos do ex-presidente da construtora OAS se perdeu entre as prioridades do Ministério Público Federal, diz coluna  |  Reprodução/Agência Brasil

Publicado em 07/07/2020, às 08h22   Reprodução/Agência Brasil   Redação BNews

Considerada como uma das “delações do fim do mundo” - por descrever supostos crimes de figuras políticas dos principais partidos políticos brasileiros - a delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, perdeu-se nas prioridades do Ministério Público Federal.

As informações são da coluna Radar, da revista Veja, na manhã desta terça-feira (7). Segundo a publicação, os 109 anexos de Léo Pinheiro, homologados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin em setembro de 2019, seguem engavetadas no MPF. 

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Na Procuradoria Geral da República (PGR), que concentra a parte relacionada a figuras com foro privilegiado, o tema é lateral na lista de problemas tocados pela equipe de Augusto Aras. Já nas forças-tarefas estaduais, os próprios investigadores, em alguns casos, estariam tendo dificuldades de responder o que foi feito com o material. 

Anteriormente, a Veja revelou uma primeira tentativa de acordo de Léo Pinheiro que reservava cinco anexos a histórias de corrupção relacionadas ao ex-presidente Lula, três citando Eduardo Cunha e outros três, Sérgio Cabral. Os tucanos Aécio Neves e José Serra também tinham citações nos anexos. 

Tribunais de contas, prefeituras e políticos beneficiados por propinas em grandes e pequenas obras da empreiteira também eram lembrados no material. Também segundo a coluna, Pinheiro apresentou, como prova dos relatos, dados do sistema interno de controle dos pagamentos de propina da OAS e conversas mantidas com políticos, além de documentos.

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