Política

Dallagnol diz que decisão de Toffoli de suspender mandado contra Serra foi "muito equivocada"

Coordenador da Lava-Jato em Curitiba afirmou em post no Twitter que gabinete parlamentar não pode servir de "bunker"  |  José Cruz/Agência Brasil

Publicado em 21/07/2020, às 15h28   José Cruz/Agência Brasil   Redação BNews

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol criticou a decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou a suspensão do mandado de busca e apreensão contra imóveis e gabiente do senador José Serra (PSDB), cumprido pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (21).

Na "thread" publicada nesta tarde no Twitter, Dallagnol chamou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de "muito equivocada" e que o gabinete do parlamentar não pode servir de "bunker", utilizado para "ocultação de crimes".

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Ele justifica que o ex-ministro José Serra não tem "foro privilegiado" para a Justiça Eleitoral e, portanto, o STF não teria competência para interferir no caso.

Na liminar concedida, Toffoli argumentou que a busca no gabinete do senador tucano poderia resultar na apreensão de documentos relacionados à sua "atividade parlamentar", o que fugiria do foro da 1ª Vara da Justiça Eleitoral.

O caminho, segundo Dallagnol, caso a "preocupação" do STF seja a influência da atividade parlamentar, que determine à PF que "entregue imediatamente cópia de todo material" ao Senado.

Deltan alega que "se a moda pega", a justificada dada por Toffoli poderia ser utilizada em outros casos de busca e apreensão em qualquer outra situação, em áreas "dignas de igual proteção", o que dificultaria a investigação adequada dos possíveis crimes.

Toffoli proibiu o cumprimento de busca e apreensão no gabinete de José Serra no Senado por entender que poderia haver a “apreensão de documentos relacionados ao desempenho da atividade parlamentar”. Entenda por que a decisão é muito equivocada na thread: https://t.co/hcPNdy2SMq

— Deltan Dallagnol (@deltanmd) July 21, 2020

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